O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), visitou nesta segunda-feira, 29, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar em Brasília. O encontro também contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) .
Tarcísio foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a comparecer na casa de Bolsonaro. Esta foi a primeira vez que o governador paulista o visitou após a condenação do ex-presidente. Em agosto, Tarcísio ele esteve na casa do aliado logo após o decreto de prisão domiciliar.
A presença na casa do seu padrinho político ocorreu em meio ao cenário de pressões em diversas frentes para definição da sua candidatura ao Palácio do Planalto em 2026.
O governador Tarcísio de Freitas tem sido apontado e cobrado por agentes do centrão, da direita tradicional e do mercado financeiro a se firmar com candidato presidencial.
O governador paulista, contudo, tem dito que não será candidato à Presidência e que pretende disputar a reeleição no ano que vem.
Antes de chegar à casa de Bolsonaro por volta das 13h40 desta segunda-feira, 29, militantes das organizações de esquerda Movimenta DF e Coletivo Alvorada esticaram uma faixa em frente condomínio do ex-presidente com os dizeres: “E aí Tarcísio, já desistiu da Presidência?”.
Além dos cartazes, o grupo de seis pessoas entoou gritos de “Tarcísio, apoiador de bandido. Sem anistia para Bolsonaro e golpistas”.
As pressões da direita recaem sobre Tarcísio porque ele é o candidato melhor colocado para enfrentar Lula (PT) em 2026.
Outro assunto que deve permear o encontro é a dificuldade do campo bolsonarista em pautar o projeto de lei de anistia aos condenados por envolvimento nos atos de 8 de janeiro. A proposta defendida pela direita, de um perdão amplo, geral e irrestrito, tem amealhado resistências.
O mais novo texto em discussão prevê redução de penas em vez de perdão, mas também encontra resistências, sobretudo após as recentes manifestações de massas convocadas pelas esquerda contra este projeto e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem.
com IstoÉ