O AVC (Acidente Vascular Cerebral) é caracterizado pela obstrução total ou rompimento dos vasos sanguíneos do sistema nervoso. Além de ser considerada a principal condição que deixa as pessoas incapacitadas em todo o mundo, é uma das maiores causas de mortes no Brasil e, dentre os pacientes que não morrem, 70% sofrem com sequelas do problema.
Existem dois tipos de AVC mais comuns, o isquêmico e o hemorrágico. O primeiro, também chamado de derrame, ocorre quando há uma obstrução arterial que impede a chegada de sangue e, portanto, oxigênio a diferentes regiões do cérebro, causando a morte dos neurônios.
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O AVC hemorrágico é caracterizado pela hemorragia resultante da ruptura de um vaso no cérebro e causado, principalmente, por pressão alta e distúrbios que fragilizam as artérias cerebrais e do encéfalo.
Sintomas precoces de um AVC
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Os dois tipos de AVC podem deixar sequelas e, por isso, prestar atenção aos sintomas da condição considerada silenciosa é de extrema importância. De acordo com Carlos Bosco Marx, neurologista do Hospital Sepaco, entre os sinais mais comuns e precoces de AVC estão:
- Fraqueza ou formigamento na face
- Fraqueza ou formigamento no braço ou na perna e em um lado do corpo
- Confusão mental
- Alteração da fala ou compreensão da linguagem
- Alterações visuais (perda súbita/escurecimento visual)
- Alteração do equilíbrio
- Perda de coordenação motora
- Tonturas
- Dor de cabeça súbita e intensa, sem causa aparente
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Ao sentir qualquer um desses sintomas, o paciente deve anotar o horário em que começaram e procurar imediatamente ajuda médica, orienta o neurologista. Se houver rapidez no atendimento inicial, é possível utilizar um medicamento para dissolver o coágulo que obstrui a artéria cerebral causadora dos sinais, garantindo boa recuperação neurológica com baixo índice de sequelas.
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Os fatores de risco que podem ser facilitadores para um AVC são doença vascular periférica, doenças cardíacas, tabagismo, hipertensão arterial, diabetes, sedentarismo, colesterol alto, uso de anticoncepcionais, álcool e drogas ilícitas. De acordo com o especialista, o controle desses fatores pode diminuir a probabilidade de uma pessoa ter um AVC e suas complicações.