Justiça

Servidores do Judiciário fazem paralisação e ato público na visita de Lewandowski

Justiça 2O presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça da Paraíba, Benedito Fonseca, informou que as entidades que representam os servidores do judiciário estadual Sindojus, ASTAJ e ASSTJE confirmaram para esta sexta-feira (14), uma paralisação dos serviços e o ato público que acontece durante a visita do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, a cidade de João Pessoa.

A paralisação das atividades dos servidores ocorrerá em todo o estado das 09h às 12h. Porém, na Capital paraibana, devido à agenda do presidente do STF, a categoria também irá realizar uma manifestação pública às 15h, em frente ao Fórum Criminal da Capital, para expressar o “NÃO” dos servidores a proposta do presidente do TJPB que visa instituir o trabalho temporário no judiciário paraibano e a defesa da pauta de reivindicação apresentada recentemente ao mesmo presidente da Corte Estadual.
Também estão sendo chamados os servidores das comarcas instaladas próximas a cidade de João Pessoa para participar do Ato.
Os servidores, utilizando-se dos meios colocados à disposição pelas entidades, terão a oportunidade de expressar ao próprio presidente do STF, bem como a comitiva que o acompanha, a situação de arrocho salarial e falta de condições de trabalho as quais eles estariam sendo submetidos, bem como o perigo que representa a instituição dos temporários nos cartórios judiciais e entre os Oficiais de Justiça.
As entidades alegam que estão tomando todos os cuidados necessários para realização da paralisação das atividades e do Ato Público. “Não dá mais para segurar o grito de indignação que sufoca nossas gargantas diante da postura do presidente do TJPB que, não se contentando em desconsiderar ou tratar com indiferença a pauta de reivindicação que lhe foi apresentada, passa agora a agir contra o emprego dos que compõem dos servidores”, pontou Benedito Fonsêca, presidente do Sindojus-PB.
“Temos que expressar a verdade sobre todos os fatos. O judiciário paraibano não é apenas formado por magistrados. Os servidores tem todo um histórico de suor e lágrimas dedicados ao esforço hercúleo para manter, pelo menos no que tange a sua competência, o mínimo de qualidade na prestação do serviço jurisdicional”, conclamou Camilo Sousa Amaral, presidente da Astaj.
Parlamento PB

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