Política
Senador diz que parte dos alunos está em ocupações para ‘fumar maconha’
Fala de José Medeiros (PSD-MT) gerou discussão no plenário do Senado
O senador José Medeiros (PSD-MT) provocou uma discussão no plenário do Senado na tarde desta segunda-feira (31) ao afirmar que “boa parte” dos alunos que está ocupando escolas pelo país para protestar contra a reforma do ensino médio e a proposta que estabelece um teto para os gastos públicos federais aderiu ao movimento “para fumar maconha”.
O parlamentar mato-grossense disse ainda que uma parcela dos estudantes que criticam a definição de um limite para as despesas públicas sequer leu o texto da Proposta de Emenda à Contituição (PEC).
Segundo levantamento do G1, 21 estados e o Distrito Federal tinham escolas e institutos ocupados por estudantes até a última quinta-feira (27). A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) apontou que havia 1.154 ocupações em escolas, institutos e universidades estaduais, federais e municipais.
“Eu vou te falar uma coisa: desses meninos que estão na escola, boa parte, tem uns lá que é para fumar maconha. Estão indo lá para fumar maconha e matar os outros. Acabaram de matar um”, discursou José Medeiros no plenário do Senado.
A fala do parlamentar do PSD gerou reação de senadores petistas que estavam no plenário.
“Que desrespeito! O que é isso, senador?”, protestou Fátima Bezerra (PT-RN).
“Senador Medeiros, isso é um absurdo”, exclamou Lindbergh Farias (PT-RJ).
Em resposta às críticas dos oposicionistas, o parlamentar do Mato Grosso alegou que parte dos estudantes que está ocupando as escolas “foi levada” por militantes petistas.
“Você chega para os meninos, para boa parte deles, e pergunta: ‘Você sabe por que você está aqui?’ ‘Ah, porque eu sou contra a PEC do ensino.’ ‘O que diz ela?’ ‘Eu não li.’ Boa parte deles. Essa é a verdade”, argumentou Medeiros.
“Então, os pais que estão deixando os seus filhos lá saibam que os seus filhos estão correndo risco de vida”, acrescentou o senador do PSD.
Em seguida, Fátima Bezerra pediu a palavra para dizer que repudiava as declarações do colega de Senado.
“Não repita mais isso! Não venha mais aqui agredir estudantes! Não use mais o microfone desta Casa para insultar estudantes, para humilhar estudantes, para desrespeitar estudantes! É um desserviço à luta em defesa da educação do país”, reclamou a petista.
G1