Política

Secretário de Turismo de JP rebate RC e acusa o gestor de politizar assuntos de interesse público

Milanez ainda destacou que a saída do poder legislativo da praça dos três poderes enfraquece o projeto de revitalização do centro histórico da Capital paraibana.

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O secrétario de turismo da prefeitura municipal de João Pessoa, Fernando Milanez, rebateu na tarde de hoje, as declarações dadas pelo governador Ricardo Coutinho ao qual o gestor avisa previamente que negará uma solicitação da secretaria, que pede ao governo do Estado para que a Câmara Municipal de João Pessoa passe a funcionar na Casa de Epitácio Pessoa, onde atualmente funciona o poder legislativo Estadual. O governador cedeu recentemente a Assembléia legislativa da Paraíba o prédio do antigo Paraiban, localizado na avenida Epitácio Pessoa, onde realizar-se-á uma reforma e funcionará o poder legislativo estadual.

Alegando a falta de espaço físico para desempenhar os trabalhos na Câmara Municipal de João Pessoa, Milanez, encaminhou uma solicitação ao governo do Estado para que este, também pudesse ceder a casa de Epitácio Pessoa para o poder legislativo municipal, porém, nem chegou o ofício nas mãos do governador, já se conhece a reposta negativa do pedido. Em declarações a imprensa, o governador disse que na casa de Epitácio Pessoa, funcionarão as secretarias estratégicas do governo, aqueles que merecem uma atenção maior do gestor estadual, visto que para realizar as reuniões basta atravessar a rua. Ricardo ainda disse que o Estado não pode ser pai, mãe, avô, avó, tio e tia da cidade de João Pessoa, e que cabe a prefeitura construir uma nova sede para a Câmara municipal.

Em nota, o Secretário de Turismo da Prefeitura Municipal de João Pessoa, Fernando Milanez, criticou a postura e as infelizes declarações (segundo ele) do governador. Milanez afirmou que  não se pode politizar um assunto que é de relevante interesse da população, pois o bom funcionamento das casas legislativas dependem também de suas instalações físicas. Para o secretário, não existe essa história que a construção de uma nova sede para a câmara seja de responsabilidade da prefeitura, assim como a da Assembleia Legislativa não é do Estado, são poderes independentes.

Milanez ainda destacou que a saída do poder legislativo da praça dos três poderes enfraquece o projeto de revitalização do centro histórico da Capital paraibana.

Confira a nota na íntegra:

Ao tomar conhecimento, por meio da mídia, que o sr. governador Ricardo Coutinho não vai aceitar a sugestão da Secretaria de Turismo de João Pessoa de alojar a Câmara Municipal no prédio atualmente ocupado pela Assembléia Legislativa, cumpre-me o dever de fazer algumas considerações que considero da maior relevância:
1) – O sr. governador parece não dar a menor importância ao desmonte de um local historicamente simbólico na capital da Paraíba, que é a Praça dos Três Poderes. E argumenta que usará para as atividades de secretarias do Governo do Estado. É certamente um desrespeito à história da cidade, à Câmara e, sobretudo, ao cidadão que paga impostos.
2) – O sr. governador diz que não pode suprimir as necessidades do Município e afirma que uma nova sede Câmara deveria ser construída pela Prefeitura. A Câmara não é da Prefeitura, assim como a Assembléia não é propriedade do Estado. São poderes do Legislativo. E acrescenta, de forma pejorativa e desrespeitosa, que “o Governo do Estado não pode ser pai, mãe, avô, avó, tio, tia” da cidade de João Pessoa. É como se a capital da Paraíba – da qual ele já foi prefeito duas vezes – não fizesse parte de sua gestão.
3) – O sr. governador, infelizmente, tentou politizar um assunto que nada tem a ver com política. É uma questão do interesse público. É uma decisão que prejudica a cidade de João Pessoa.
4) – O sr. governador sabe que a saída da Assembleia Legislativa da Praça João Pessoa enfraquece a revitalização do Centro Histórico e as intervenções que o prefeito Luciano Cartaxo tem feito neste sentido. Mas, no seu estranho modo de agir, tem-se a impressão de que qualquer ação que se queira fazer em benefício da cidade de João Pessoa é encarada pelo sr. governador como uma espécie “ofensa pessoal”.
Fernando Milanez

 

Da Redação com Assessoria

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