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Revogação de cidadania a torturador gera polêmica na Assembleia
Mas, o líder de Oposição, Renato Gadelha (PSC), tem opinião diferente e defendeu que o título permanecesse sem alteração: “Não defendo a ditadura e lutei contra ela, mas isso faz parte da história. Para o bem ou para o mal, o fato está na história. Acho que revogar o título de cidania do coronel não muda em nada a história da Paraíba. Estaremos desautorizando o que os colegas parlamentares fizeram em sua época”, disse ele.
A deputada Daniella Ribeiro (PP) concordou com Renato e disse que seria um precedente constrangedor revogar as ações de parlamentares que passaram pela Casa: “Isso pode acontecer no futuro com as leis que aprovamos nesta legislatura”, comentou.
Diante da controvérsia, Estela pediu para que a matéria fosse retirada da pauta para que os colegas pudessem estudar melhor o assunto.
Biografia – Ednardo Dávila foi dispensado do comando do II Exército em 19 de janeiro de 1976, pelo presidente Ernesto Geisel. Ele ocupava o posto desde 1974, depois das mortes do jornalista Vladimir Herzog e do operário Manoel Fiel Filho nas dependências do DOI-CODI, em São Paulo, unidade até então subordinada a ele. O militar morreu de câncer, aos 72 anos, no dia 14 de abril de 1984, no Rio.
Redação com ParlamentoPB