Política
Representação de Motta poderá virar ‘censura’
Tem tudo para dar em nada a representação contra deputados que ocuparam por quase 36 horas a mesa diretora da Câmara. Avançando na Corregedoria, o caso segue para o Conselho de Ética. No colegiado, o tema vira queda de braço com apoiadores de Jair Bolsonaro. Dos atuais 20 membros do colegiado, a metade se elegeu surfando na onda do ex-presidente, em 2022. Seu partido, o PL, detém o maior número de indicados: 4. A suspensão deve virar advertência ou “censura”.
A coluna conversou com membros do Conselho. Sob reserva, dizem que dificilmente seria aprovada a suspensão do mandato por 6 meses.
O caso deve marinar nas gavetas, sem pressa. Se a coisa apertar, aí sim, entra na pauta, mas pode mudar.
Até do lado do governo há quem concorde que, se isso virar prioridade, dificilmente a isenção do IR e a LDO terão vida fácil na Câmara.
Líderes se reúnem nesta terça (12) com Hugo Motta para definir a pauta de votações. O clima não é amistoso com o presidente da Câmara, que não lidera e tenta se impor tocando o terror na oposição.
A oposição já prepara a lista do que vai entrar água, caso Hugo Motta insista em punir deputados só para exibir uma autoridade perdida. Tipo votação da LDO e o tal do “SUS da Segurança”, que ninguém mais vê.
“Precisamos dar nome ao que está acontecendo: são novas pedaladas, disfarçadas de planejamento”. É a conclusão do deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) sobre a LDO de Lula para 2026.
Para o presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, “a esquerda está criando uma doutrina mais direitista que o PSDB. Manifestação política virou ‘insurreição armada’, sendo que ninguém estava armado”.
DP