Repasse de R$ 3, 8 milhões feito pelo ministério das Cidades foi abaixo do necessário no momento, disse diretora superintendente da Suplan, Simone Guimarães
A diretora da Superintendência do Plano de Obras do Estado da Paraíba (Suplan), Simone Guimarães, revelou o repasse de R$ 3,8 milhões, feito pelo Ministério das Cidades, ocasionará um saldo devedor de quase R$ 1 milhão na obra do Viaduto do Geisel, em João Pessoa. A quantia foi abaixo do esperado pelo Governo do Estado, que afirma que o dinheiro não é proporcional à medição da obra, que estaria com mais de 62% de conclusão.
“O cronograma está em mais de 62%. Recebemos agora um repasse do governo federal de R$ 3,8 milhões e vai ficar um saldo devedor de quase R$ 1 milhão. Mas as obras estão em andamento, ela é prioridade para o governador Ricardo Coutinho”, disse Simone.
Simone Guimarães ainda revelou que o eixo João Pessoa/Campina Grande do viaduto poderá ser liberado ainda este mês. Assim, a passagem de veículos já deve ser transferida por cima do viaduto.
Para a entrega final da obra, o Governo trabalha com o prazo até o mês de agosto. Ainda segundo a diretora, fatores podem contribuir para que o prazo seja dilatado.
“Nossa previsão é entregar em agosto, porém tem fatores como recursos do Governo Federal, e o fator climático. Está muito apertado, pelas chuvas, que comprometeram a terraplanagem. Talvez precisaremos aumentar o prazo, já que prezamos pela qualidade do serviços”, frisou.
POLÊMICA DOS RECURSOS
No início do mês, o governador Ricardo Coutinho (PSB) denunciou que o Governo Federal retirou R$ R$ 17,8 milhões já creditados na conta do Governo do Estado, que seriam destinados justamente à conclusão do Viaduto Eduardo Campos, localizado na BR-230 com acesso ao bairro do Geisel. O chefe do Executivo Estadual prometeu acionar à Justiça para tentar recuperar a verba.
“A Paraíba não vai aceitar, em hipótese alguma, perder recursos que nos pertencem. Estou entrando na Justiça para dirimir uma situação como essa. Não posso permitir que o povo desse Estado perca um dinheiro que já estava depositado. Isso não pode, não é assim que se faz”, frisou à época.
Em resposta, o ministro das Cidades, Bruno Araújo, divulgou nota afirmando que o gestor paraibano cobra um privilégio indevido do Governo Federal. Segundo sua assessoria, o governo liberou a integralidade dos recursos, sem que a obra estivesse com as medições compatíveis.
WSCom
