Eleição de novo presidente da Câmara pode adiar votação no plenário. Na terça, CCJ decide se Conselho de Ética faz nova votação sobre o caso
O novo questionamento apresentado na quinta-feira (7) pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) contra a votação do Conselho de Ética que recomendou a cassação do mandato dele pode levar para agosto a decisão final, a ser tomada pelo plenário da Câmara com a presença de todos os parlamentares da Casa.
Na próxima terça-feira (12), a CCJ deverá decidir se o Conselho de Ética faz ou não uma nova votação sobre a cassação.
Além de questionar a forma de votação realizada — nominal, em que cada deputado manifesta oralmente seu voto — Cunha alegou que, no mês passado, os membros do Conselho decidiram pela cassação considerando que ele ainda era presidente da Câmara. Com a renúncia à presidência da Câmara, argumenta, a situação mudou.
O presidente da CCJ, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), marcou a decisão sobre a nova votação no Conselho para as 14h30 de terça.
Há a possibilidade, no entanto, de a reunião vir a ser suspensa, e isso inviabilizar a decisão, caso o presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PMDB-MA), inicie alguma votação no plenário da Casa, o que pode ainda ocorrer ainda antes, às 14h.
O caso tende a ser resolvido mais rapidamente se a CCJ rejeitar o recurso de Cunha, o que leva o processo ao plenário. Mas mesmo nessa hipótese, a realização e o resultado de novas eleições para o comando da Câmara pode levar ao adiamento da decisão sobre o mandato.
Veja abaixo o que pode ocorrer com o processo de cassação de Cunha caso a CCJ rejeite uma nova votação ou se determinar que os deputados do Conselho de Ética decidam novamente.
G1
