Política
RC reforça necessidade da aprovação da MP 242, e tranquiliza servidores: “Eu vou cumprir com minhas obrigações”
A justificativa, conforme Ricardo se deve, sobretudo, ao sentimento de responsabilidade que ele, como gestor, tem com o dinheiro público
A MP 242 de autoria do Governo do Estado, que tem o objetivo de suspender os reajustes das remunerações e subsídios dos servidores ativos civis e militares da administração direta e indireta do Poder Executivo estadual, bem como dos proventos dos servidores inativos e pensionistas, é de caráter temporário até as receitas voltarem a ficar equilibradas.
A garantia foi dada pelo governador Ricardo Coutinho (PSB) em entrevista na manhã desta segunda-feira (29)
O governador lembrou que foi ele quem criou a data-base do funcionalismo público estadual, no entanto, por força das circunstancias necessita suspender temporariamente o benefício até que haja uma melhoria no cenário econômico.
“Eu criei a data base, não foi ninguém não. Nos outros governos não tinha reajuste não, era zerado, agora eu, por força das circunstancias, estou tendo, temporariamente, tal qual fez o governo federal, tal qual fez todos os estados, tomar algumas medidas e por isso é necessário suspender os efeitos até ter uma melhoria no cenário”, explicou.
A justificativa, conforme Ricardo se deve, sobretudo, ao sentimento de responsabilidade que ele, como gestor, tem com o dinheiro público.
“Isso se chama responsabilidade. Eu tenho que ser responsável. Eu não posso brincar de dar reajuste e depois não pagar, mas isso é temporário, eu vou cumprir com minhas obrigações, até porque fui eu que as construí, não foi a oposição. A grande maioria sabe que o que eu estou falando é verdadeiro, por isso acredito que com a MP 242 teremos oportunidade de dar um passo adiante nesse momento delicado”, asseverou.
Mesmo com a crise a Paraíba continua sendo o único estado da federal a pagar o funcionalismo público dentro do mês trabalhado, fato que vem se cumprindo desde janeiro de 2011.
“A Paraíba é o único estado que desde 2011 paga dentro do mês trabalhado, agora não posso aumentar a folha e depois o estado não poder pagar, eu seria irresponsável e eu não sou irresponsável. Eu quero dar reajuste, quero descongelar o salário dos secretários, mas eu não posso. Eu tenho que fazer o que é preciso para que o estado não pare e nesse momento não é possível reajuste”, arrematou.
Na tarde desta segunda-feira a ALPB realizará uma audiência pública com o intuito de promover o debate entre os parlamentares e servidores do Estado. Sindicatos e instituições em defesa do funcionalismo estadual sinalizam para a realização de manifestação em prol da não aprovação da MP que suspende o reajuste salarial do funcionalismo.
O deputado governista Anísio Maia declarou que a crise é real e é desta forma que tem que ser encarada por todos, no entanto, o parlamentar é contra que a MP 242 seja mantida por tempo indeterminado. “Proponho que tenha um prazo para ser reavaliada. Sugiro que de seis em seis meses se reavaliem o quadro econômico do estado, para que possa discutir ações e eventuais reivindicações”, explicou o petista.
O líder do governo na ALPB, lembrou que a data base foi criada pelo governador Ricardo Coutinho, mas lamentou que, devido ao atual momento econômico do país, ela precise ser suspensa. “Entendemos que são justas as reivindicações dos servidores, mas é preciso que entendam que a maioria dos estados do Brasil passam por essa crise, e eles tiveram que tomar as mesmas medidas que a Paraíba foi compelida a tomar”, afirmou.
PB Agora