Política
RC adota cautela e deve adiar anúncio de reajuste salarial do funcionalismo público
“Eu só posso abrir debate sobre isso depois que tiver com nitidez uma análise de como vai ser o mês de janeiro, e no mínimo, no primeiro trimestre, porque eu não vou colocar em risco não só o pagamento das pessoas, mas o restante do estado, apenas 3% da população paraibana tem vínculo empregatício com o estado, eu não sou governador para apenas administrar folha de pessoal, primeiro, tenho que ver o interesse da maioria”, disse.
“Governar bem não é apenas realizar. Governar bem é transitar em meio às piores dificuldades. O ano de 2015 nos trouxe uma série de problemas porque a despesa não cai, só cai a receita. Ainda assim terminamos o ano inaugurando o Centro de Convenções, o Trevo das Mangabeiras, a Central da Polícia, 25 estradas, R$ 110 milhões gastos só em escolas, foram 60 inauguradas em 2015 e com 60 em licitação a 2016”, disse.
Ainda conforme Ricardo, o pagamento da dívida do Estado aumentou, inclusive porque o dólar disparou e uma parte dessa dívida é em dólar.
“São gastos não gerenciados. Nós conseguimos cortar o que podia cortar. Nós íamos concluir 42 km da primeira etapa agora no final de 2016. É óbvio que se a receita cai, não tem como saldar todos os compromissos. Evidentemente que o Estado não pode arcar com tudo isso. Eu não sou um governador para administrar só uma folha de pessoal”, declarou.
O socialista ainda aproveitou para alertar o governo Dilma Rousseff (PT) de que as medidas econômicas de 2015 precisam ser alteradas.
“Não dá pra misturar alhos com bugalhos. O país só vai sair do buraco se fizer investimentos nos Estados e municípios e ativar a economia. Se a inflação sobe, a má notícia é permanente”, enfatizou.
Com Blog do Gordinho