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Quais são os pontos fortes e negativos do Brasil e da Noruega? Veja o raio-X

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O MetLife Stadium será o palco de um dos confrontos mais intrigantes destas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. De um lado, a seleção brasileira de Carlo Ancelotti, que chega embalada por uma emocionante vitória de virada por 2 a 1 contra o Japão. Do outro, a surpreendente Noruega de Stale Solbakken, que eliminou a Costa do Marfim e conta com o poder devastador de Erling Haaland.

Mais do que a vaga nas quartas de final, o Brasil entra em campo precisando quebrar um fantasma histórico: a seleção jamais venceu a Noruega na história do futebol masculino (dois empates e duas derrotas).

Seleção Brasileira – O Brasil de Ancelotti se consolidou nesta Copa como uma equipe que gosta de ditar o ritmo. Com uma média de 57,8% de posse de bola, o plano principal consiste em empurrar o adversário para o seu próprio campo.

Pontos fortes – A amplitude e o drible pelos lados do campo continuam sendo a principal arma brasileira. Vinicius Júnior atrai a marcação dobrada, abrindo espaço para as infiltrações dos meio-campistas. Além disso, a força mental do grupo — demonstrada no gol da vitória de Gabriel Martinelli aos 50 minutos do segundo tempo contra o Japão — mostra um time resiliente e fisicamente inteiro na reta final das partidas.

Pontos fracos – A grande dor de cabeça para este domingo é a ausência de Lucas Paquetá, lesionado. Sem ele, Ancelotti perde o principal elo de ligação e criatividade central. Se optar por recuar Neymar para a armação ou adiantar o garoto Endrick, o time ganha em presença de área, mas pode sofrer com a falta de sustentação no meio, deixando Casemiro e Bruno Guimarães expostos a contra-ataques rápidos.

Seleção Norueguesa – A Noruega faz história ao vencer sua primeira partida de mata-mata em Copas e joga sem a pressão do favoritismo. É uma equipe que se sente confortável sem a bola (teve apenas cerca de 43% de posse contra a França e 49,8% de média geral).

Pontos fortes – O trio ofensivo é cirúrgico. Martin Ødegaard dita a velocidade das transições com passes de primeira, enquanto a joia Antonio Nusa oferece o drible imprevisível. No comando do ataque, Erling Haaland (já com 5 gols nesta Copa) é um perigo constante. A capacidade da Noruega de esticar bolas longas e explorar a força física de Haaland nas costas dos zagueiros Marquinhos e Gabriel Magalhães é a rota mais curta para o gol escandinavo.

Pontos fracos – A vulnerabilidade defensiva. Quando pressionada por equipes de elite, a linha de quatro defensiva norueguesa costuma bater cabeça — vide a goleada sofrida para a França na fase de grupos. Se o Brasil conseguir pressionar a saída de bola com eficácia, encontrará defensores pesados e lentos para fazer a cobertura de espaço.

O nó tático do jogo – O destino da partida passará pelo comportamento do meio-campo brasileiro sem a bola. Se o Brasil atacar de forma desorganizada e ceder espaços para a genialidade de Ødegaard acionar Haaland em velocidade, os defensores brasileiros correrão sérios riscos em campo aberto.

Por outro lado, se a Amarelinha mantiver a paciência para girar a bola e usar a velocidade de Martinelli e Vini Jr. para desmontar o bloco baixo norueguês, a vaga nas quartas de final estará muito bem encaminhada.

Fonte: R7 – Blog do Fabiano Farah – Montagem – IMAGN IMAGES via Nathan Ray Seebeck/Reuters e Hannah Mckay/Reuters

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