Política

PT estadual discute desgaste de Dilma e alianças para 2016

OGUM-1A executiva estadual do PT da Paraíba se reúne hoje a partir das 18h30 na sede do partido, na avenida Coremas, no Centro de João Pessoa para discutir vários assuntos. Entre eles está a baixa aprovação do governo de Dilma Rousseff (PT), aferida, por exemplo, através da pesquisa CNI Ibope, divulgada ontem. Segundo ela, 83% dos brasileiros desaprovam e 15% aprovam a maneira de a presidenta governar. Além desse item, a pauta ainda inclui a criação de estratégias financeiras de arrecadação para o partido e a organização para as eleições de 2016.
O presidente estadual do PT, Charliton Machado,é preciso ter humildade para aceitar os números que refletem atualmente a baixa popularidade do Governo de Dilma. “Temos que respeitar o momento de crise que o Brasil vive. Mas, sabemos que há uma crise real e outra produzida. Mal saiu a pesquisa ontem e o senador Cássio Cunha Lima já pedia a renúncia de Dilma. É um movimento orquestrado, com o apoio da mídia, para atacar a presidente. A crise está ajudando a fortalecer uma agenda conservadora. O PSDB se juntou a Eduardo Cunha e a esse movimento retrógrado e demonstra que está completamente descompromissado com o país. Temos que trabalhar para reverter esse quadro. Em 2005, Lula também teve baixos índices de aprovação, mas se recuperou e podemos fazer isso de novo”.
A respeito da preocupação financeira do PT, Charliton afirmou que será feita uma campanha de arrecadação com a militância e os movimentos sociais.
Finalmente, a respeito da organização para as eleições do ano que vem, o presidente disse que os representantes do PT percorrerão cerca de 200 municípios para diagnosticar qual a melhor estratégia para a disputa do pleito, priorizando o lançamento de candidatos a vereador, prefeito e vice e celebrando alianças onde não for possível concorrer com candidato próprio. Já em João Pessoa, o dirigente disse que a aliança com o PSB permanece.
“Temos uma aliança com o PSB. Eu não ouvi ninguém do PSB decretar o fim da aliança. O que há é um vereador que deu uma trégua durante a campanha, mas voltou à oposição. Nós queremos estar com o PSB, PC do B e setores do PMDB. A tese de composição com o PSDB é, a meu ver, uma impossibilidade. É uma tese que é vetada e só pode acontecer se houver aval da executiva nacional. Mais do que um adversário, o PSDB é um inimigo que quer acabar nosso partido”.
Redação com ParlamentoPB

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