Política
Prorrogação de CPI da Telefonia gera bate-boca na Assembleia
“Vossa excelência deveria subir à tribuna e dizer a que tipo de interesse está servindo porque ao interesse público não é”, desabafou João Bosco, contrariado com a postura do colega.
Hervázio Bezerra defendeu João e declarou que Dinaldo estaria faltando com “várias coisas”, entre elas a cortesia e a educação.
“João Bosco foi infeliz ao dizer que não apóio a CPI ou o povo. Quero que a CPI funcione, mas ela não pode ser prorrogada de forma antirregimental. Esse pedido de prorrogação não passou pelas comissões. Relevo as palavras de João Bosco e desejo que ele respeite o regimento interno. Não é com discurso inflamado e acusando os colegas que se resolve a situação”, retrucou Dinaldo.
Depois de muita discussão, o vice-presidente João Henrique (DEM), que presidia a sessão, recebeu um requerimento de Dinaldo Filho solicitando que a votação da proposta de João fosse adiada. Ele, então, submeteu o requerimento de Dinaldo ao plenário, mesmo com os protestos do autor.
Por 16 votos contra oito, o requerimento de Dinaldo Filho foi rejeitado. Em seguida, o tucano pediu que a votação fosse obstruída, mesmo com a objeção de José Aldemir. “Temos que votar porque a oposição quer a CPI da Telefonia”. Da mesma forma se posicionaram Janduhy Carneiro e Daniella Ribeiro.
A proposta de João Bosco Carneiro foi aprovada por unanimidade, com 19 votos, sem os votos da maioria da oposição.
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