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Promotor cita amizade entre traficante e Adriano, que estudaram na mesma escola

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A denúncia feita pelo Ministério Público do Rio contra o jogador Adriano nesta terça-feira frisa a proximidade entre o atleta e o traficante Paulo Rogério de Souza Paz, o Mica, de 36 anos, que liderou por anos a venda de drogas na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, Zona Norte do Rio. Nascido na favela, mesmo depois do sucesso Adriano continuou frequentando a comunidade, onde, segundo a promotoria, fortaleceu a amizade com Mica, de quem foi colega de escola.

“Insta observar que, apesar de ter ganho dinheiro e fama internacional, o primeiro denunciado (Adriano) continuava a frequentar a Vila Cruzeiro, local onde se envolveu em diversos episódios escusos, conforme amplamente divulgado na imprensa”, frisa o texto.

Além dos dois, também foi denunciado por tráfico de drogas e por associação para o tráfico Marcos José de Oliveira, de 43 anos, amigo pessoal do atacante. A pena para o primeiro crime é de até 15 anos de prisão; para o segundo, é de até dez anos.

Na denúncia, também chama a atenção o trecho inicial, que logo cita o jogador: “Adriano Leite Ribeiro, vulgo Imperador”. A palavra “vulgo”, vale lembrar, costuma ser usada para identificar o apelido dos criminosos — como no caso do próprio Mica.

A denúncia tem como base uma investigação policial sobre a compra de duas motocicletas por parte de Adriano. Uma delas foi adquirida em nome de Marlene Pereira de Souza, mãe de Mica, e a outra no do próprio jogador. Segundo o MP-RJ, Marcos José esteve em uma concessionária portando documentos pessoais e um cartão de crédito do atacante, utilizando-os para comprar os veículos. Uma moto era preta, e a outra de cor vermelha, “numa clara alusão ao clube de preferência” de Adriano, no entender do promotor.

As motos foram entregues na casa de Marcos e, em 14 de julho de 2007, já estavam emitidos os certificados de registros dos veículos pelo Detran. O texto afirma ainda que o Adriano e o amigo “consentiram que outrem utilizassem de bem de que tinham propriedade e posse, para o tráfico ilícito de drogas”.​Isto porque Mica, como chefe do tráfico na Vila Cruzeiro, era a “pessoa que autorizava ou não a entrada e saída de pessoas e a realização de eventos na região”.

Para evitar problemas com a polícia, “os traficantes necessitavam de veículos velozes, em especial motocicletas, pela agilidade no tráfego, que fossem legalizados e não levantassem suspeitas quando transitassem fora das comunidades dominadas pela organização criminosa”.

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