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Professores mantêm greve por tempo indeterminado e Cartaxo diz que reajuste é “impraticável”

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Greve tem o objetivo de pressionar o prefeito Luciano Cartaxo a conceder o reajuste salarial a categoria

Os profissionais da Educação de João Pessoa decidiram em assembleia na tarde dessa terça-feira (5) dar continuidade, por tempo indeterminado, a greve iniciada na segunda-feira (4) deixando mais de 60 mil estudantes do município sem aulas. A categoria reivindica à Prefeitura Municipal reajuste salarial de 11,36%.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Município de João Pessoa (Sintem-JP), Daniel de Assis, a falta de aumento prejudica mais de 8.500 professores. Ele afirmou que a greve tem o objetivo de pressionar o prefeito Luciano Cartaxo (PSD) a conceder o reajuste e mobilizações e audiências serão realizadas durante a semana na tentativa de sensibilizar o gestor.

Na manhã desta quarta-feira (6), representantes da categoria participam de uma audiência pública com os vereadores na Câmara Municipal. “Vamos cobrar dos vereadores que as verbas da Educação sejam usadas realmente na Educação. Queremos que os parlamentares fiscalizem. Vamos pedir também que os vereadores abram o canal com o prefeito e pressionem para que ele nos apresente uma proposta diferente que o reajuste de 0%. O prefeito é o único culpado por essa greve”, disse.

À tarde, às 15h, eles farão uma mobilização na Praça da Paz, no bairro dos Bancários, e na quinta-feira (7), também às 15h, na Praça do Coqueiral em Mangabeira. “As escolas da região vão fazer uma atividade artística e também faremos panfletagem explicando a comunidade o motivo do nosso movimento”, afirmou.

Já o prefeito voltou a declarar na quarta-feira que é impossível conceder qualquer tipo de reajuste aos professores. “Nós já conversamos com os professores, já tivemos cinco audiências e colocamos a realidade que está posta hoje no país no sentido de que a gente tem uma crise uma queda no Fundeb, na arrecadação e o nosso grande desafio é continuar pagando o salário dentro do mês trabalhado, então vamos continuar fazendo esse planejamento para que a gente possa continuar garantindo os investimentos na Educação, que não passa só pela questão salarial”, justificou.

Ainda de acordo com Cartaxo, o aumentos aos professores só poderá ser estudado quando a crise nacional mostrar sinais de melhora. “Na hora oportuna, quando a Prefeitura puder, quando a arrecadação do município melhorar, quando essa crise nacional der os primeiros passos que vai passar, nós saberemos poderemos dar o reajuste aos professores, mas neste momento é impraticável”, alegou.

 

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