O presidiário Adriano Ferreira da Silva fugiu na noite desse domingo (2) de dentro do Hospital de Doenças Infectocontagiosa Clementino Fraga, em João Pessoa. O preso estava há quase três meses internado para tratamento da tuberculose.
De acordo com João Sitônio, diretor da Penitenciária Máxima de Mangabeira onde Adriano Ferreira cumpre pena, o preso conseguiu fugir após serrar a corrente do pé, que o prendia na cama. O policial militar, que fazia a custódia do apenado, não percebeu a fuga.
“Adriano Ferreira foi condenado há 8 anos por roubo. Estava no hospital se tratando da tuberculose quando fugiu sem ser percebido. O policial que estava trocando de plantão foi detido na sede do 5º Batalhão até que o caso seja esclarecido”, afirmou o diretor.
Para Sitônio, o hospital não tem estrutura para acomodar os presos devido a precariedade nas instalações. “O hospital não possui uma cela isolada para os presos em tratamento e isso dificulta muito a revista das visitas. Não há uma segurança e isso facilita a fuga dos apenados. Já fizemos diversas reuniões com a direção, mas o problema não foi solucionado”, lamentou. A penitenciária foi abrir um processo administrativo para investigar a fuga.
A médica e diretora geral do hospital, Adriana Teixeira, explicou que a responsabilidade da segurança dos apenados é da Polícia Militar. “A unidade não tem condições de ter celas especiais para presos, diferente do Hospital de Trauma, que são de pacientes de politraumatizados. Separamos homens e mulher por patologia. Atualmente estamos com 9 presos que estão em tratamento da Aids e tuberculose”, disse.
Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Militar, o cabo que estava responsável pela custódia do preso foi autuado em flagrante e vai responder a um inquérito administrativo militar. “As circunstâncias da fuga serão investigas e se houve facilitação de forma dolosa ou culposa, o policial irá responder”, informou a capitã Carla.
