Política
Presidente estadual do PT diz que não existe ninguém puro na política e dispara: “Cássio não pode se colocar como maralto da moralidade”
Em entrevista ao Portal S1, Charliton Machado, presidente estadual do PT na paraíba falou o pouco sobre a história da política brasileira e seus avanços e retrocessos. Ele apontou alguns pontos positivos do governo do PT a exemplo do incentivo fiscal e móveis e eletro-eletronicos, dando a oportunidade a população de baixa renda ter acesso a esses tipo produto da chamada linha branca.
Charliton, reconheceu também os acertos dos governos passados, a quem o PT historicamente fez oposição, enaltecendo a política econômica que conteve a inflação nos anos 90, ainda que essa política, na época, não foi paralela a uma política social. Para ele, não existe formula de política perfeita, as variáveis de cada época e como os governantes enfrentam essas variáveis é que fazem um bom ou mal governo, e que na política brasileira não existe ninguém tão puro que se possa colocar num pedestal como o paladino da moralidade, fazendo uma crítica e referência ao senador Cássio Cunha Lima.
“Não nao podemos esconder com a peneira os problemas que existem, nós erramos, nos acomodamos como partido com um projeto de poder, que não é eterno, as pessoas estão tão ansiosas que o PT saia do poder, tem que saber que o poder não é eterno nem pro PT nem pra ninguém, mais cedo ou mais tarde o PT vai perder a eleição, vai voltar a ganhar outras eleições e a vida continua a democracia tem que ser revitalizada. Nós avançamos muito, e um exemplo é o de que nós reorganizamos a Polícia Federal, nós criamos mais autonomia para a Procuradoria Geral da República, vocês lembram de Geraldo Brindeiro? como ele era chamado? o engavetador geral da república, um único processo jamais foi levado a diante, e não é porque não existiam provas e sim porque não existia interesse em investigar, e nós queremos que a justiça e os poderes funcionem na plenitude da sua autonomia e da sua independência, quem tiver culpa vai pagar pelo seus atos, seja do PT, do PMDB, do PSDB e nós temos que reconhecer com responsabilidade quando alguns dos nossos cometer alguns erros, pedir desculpa pelos erros destes, mas não podemos condenar a democracia e criminalizar a política, a criminalização da política é nefasta pra todo mundo e ninguém ganha com isso, foi criminalizando a política que Hitler se instituiu como alguém que iria varrer do mundo aqueles que eram impuros, e não existe ninguém tão puro no Brasil que possa estar jogando areia na cara dos outros, chutando pra fora da vida política os outros dizendo que ele é melhor ou que é o maralto da democracia, por exemplo, Cássio Cunha Lima pode se colocar nesse maralto da moralidade? Não pode!” arrematou Machado.