O presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ) anunciou, através de vídeo divulgado por suas redes sociais, nesta segunda-feira (29), que “nenhum novo imposto será criado, em especial contra as igrejas”.
“Quero me dirigir a todos vocês, dizendo que essa declaração não procede. Quero dizer que em nosso governo nenhum novo imposto será criado, em especial contra as igrejas”, disse.
– Nenhum novo imposto será criado.
– Jair Bolsonaro, PR. pic.twitter.com/WCi1ohQl7b— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) April 29, 2019
Na declaração, Bolsonaro diz ter sido surpreendido com a declaração feita pelo secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, de que até fiéis pagariam impostos sobre o dízimo, já que a nova tributação abrangeria até mesmo as instituições religiosas, hoje isentas do pagamento de impostos.
Segundo ele, “além de terem um excelente trabalho social prestado a toda a comunidade”, as igrejas reclamam “em parte com razão ao meu entendimento, que há uma bitributação nessa área”, disse Bolsonaro. “Então, bem claro: não haverá novo imposto para as igrejas. Um bom dia a todos e fiquem com Deus”, completou.
Contribuição Previdenciária – O secretário da Receita Federal do governo de Bolsonaro, Marcos Cintra, anunciou em entrevista nesta segunda-feira (29), publicada na Folha de S.Paulo, que pretende criar um imposto universal, que vai incidir sobre todas as transações financeiras, bancárias ou não, com alíquota de 0,9%, que será rateado entre as duas pontas da operação (quem paga e quem recebe).
O novo imposto, chamado de Contribuição Previdenciária, ou CP, deve incidir, segundo ele, até mesmo no dízimo cobrado pelas igrejas – o que deve criar polêmica entre políticos e eleitores bolsonaristas do campo evangélico. “A base da CP é universal, todo o mundo vai pagar esse imposto, igreja, a economia informal, até o contrabando”, afirma.
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