Política

Presidente da AL critica deputados da PB que votaram pelo impeachment: “Interesses pessoais falaram mais alto”

Galdino lamentou o resultado da votação que por 367 votos autorizou a abertura do processo de impeachment contra Dilma

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O deputado estadual Adriano Galdino (PSB), presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, no pequeno expediente da sessão desta terça-feira (19), criticou sete deputados federais da Paraíba que votaram a favor da abertura do processo de impeachment na Câmara. Para ele, apenas dois parlamentares tinham coerência política para votar pelo afastamento da petista e os demais, que deram “sim” na matéria, agiram com base em “interesses particulares”.

“Se os deputados federais da Paraíba fossem corretos, eles teriam tido a obrigação de votar contra o impeachment. Os únicos que foram coerentes são Efraim Filho e Pedro Cunha Lima que são da oposição desde o início do governo. Infelizmente, os interesses pessoais falaram mais alto”, afirmou.

Galdino direcionou a crítica aos deputados Veneziano Vital do Rêgo (PMDB), Aguinaldo Ribeiro (PP), Rômulo Gouveia (PSD), Wilson Filho (PTB), Hugo Motta (PMDB), Manoel Júnior (PMDB) e Benjamin Maranhão (SD). Os únicos deputados a votarem contra o impeachment do estado foram Luiz Couto (PT), Damião Feliciano (PDT) e Wellington Roberto (PR).

O socialista insinuou ainda que os deputados de Campina Grande, Aguinaldo Ribeiro, Rômulo Gouveia (PSD) e Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) — seu concorrente nas eleições para prefeito deste ano —, teriam acordado ter cargos com o vice-presidente Michel Temer, sucessor de Dilma caso seja confirmado seu impeachment.

“O que ocorreu em Brasília no domingo foi que Fulano e Sicrano tinham espaços no governo que serão mantidos e aumentados com Temer. Esse comportamento de políticos que mudam de postura e de voto de modo sorrateiro só diminui a imagem dos políticos”, disse.

Galdino ainda lamentou o resultado da votação que por 367 votos autorizou a abertura do processo de impeachment e agora será apreciado no Senado. Ele ressaltou que a presidente é uma pessoa honesta e não existe nenhum processo de corrupção contra ela.

“Eu fiquei muito triste com essa situação, haja vista que eu passei nove horas na frente da televisão e vi muitos depoimentos de deputados que votaram pelo impeachment preocupados com o substituto de Dilma, uma presidenta honesta, em que até hoje não foi nada provado contra ela e vão botar dois cidadãos, o presidente e o vice, que tem um monte de denuncia contra os mesmos”, declarou.

 

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