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PPS oficializa rompimento com Cartaxo, mas adia definição sobre apoio em JP

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Ficou definido que os filiados terão um prazo de 30 dias para sugerirem propostas em relação à chapa majoritária.

O PPS decidiu, por unanimidade, na noite desta quinta-feira (14) pelo rompimento com o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD). Participaram do encontro, o vice-prefeito e presidente estadual da legenda, Nonato Bandeira, o vereador e dirigente municipal, Bruno Farias, além do ex-secretário Ronaldo Guerra e do advogado Odon Bezerra. Na ocasião, eles descartaram candidatura própria do partido a prefeito.

O vice-prefeito da Capital, que na última segunda-feira (11) divulgou uma carta em que anunciou seu posicionamento contra a manutenção da aliança com Cartaxo, disse hoje que a partir do gesto do PPS, o gestor irá fazer uma análise sobre tratamento dispensado à legenda e ao ex-prefeito Luciano Agra. “Estamos mandando um recado claro aos demais candidatos que o PPS não aceita ser apenas uma escada para a eleição de ninguém. Qualquer um já sabe como funciona com o partido. Fizemos nossa avaliação e analisamos os compromissos”, falou.

O vereador Bruno Farias, que passou a integrar a bancada de oposição na Câmara de João Pessoa esta semana, disse que sentiu o distanciamento de Cartaxo logo após o resultado das eleições de 2012. “Nossos companheiros foram descartados, vítimas da indiferença. Eu, Ronaldo Guerra e Roberto Brunet vimos o desdém. Nós fomos aliados de primeira hora e tratados como adversários”, lamentou.
Ficou definido na reunião que os filiados terão um prazo de 30 dias para sugerirem propostas em relação à chapa majoritária. “Não faz sentido no dia que deixamos de apoiar Cartaxo, justamente por que as propostas não foram cumpridas, anunciar apoio a outro candidato sem saber os compromissos dele”, afirmou Bruno Farias.

 

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