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Porta-aviões, caças, alertas: os sinais de que os EUA podem atacar o Irã a qualquer momento

A combinação de ultimatos públicos, movimentações militares aceleradas e negociações nucleares emperradas elevou o nível de alerta no Oriente Médio.

Embora Washington não tenha anunciado uma ofensiva, os sinais emitidos pela Casa Branca e pelo Pentágono indicam que os Estados Unidos estão construindo as condições políticas e estratégicas para agir rapidamente contra o Irã, caso considerem que a diplomacia fracassou.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Irã tem de 10 a 15 dias para fechar um acordo nuclear “significativo”, alertando que, caso contrário, “coisas ruins acontecem”.

A imposição de um prazo explícito eleva a pressão diplomática e sugere que medidas mais duras podem estar sendo consideradas.

Reforço militar americano na região – Os Estados Unidos enviaram reforços ao Oriente Médio, incluindo um segundo porta-aviões e aeronaves adicionais. A presença ampliada de forças navais aumenta a prontidão operacional.

Mobilização estratégica no Mediterrâneo – O deslocamento do porta-aviões USS Gerald R. Ford para próximo da entrada do Mar Mediterrâneo amplia o alcance militar americano na região e reforça a capacidade de resposta rápida a qualquer escalada.

Alertas sobre preparação de forças até março – Segundo autoridades americanas, altos funcionários de segurança nacional foram informados de que as forças necessárias para uma possível ação militar podem estar totalmente mobilizadas até meados de março.

Escalada retórica e militar do Irã – O Irã realizou exercícios com munição real no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo, e enviou carta ao Conselho de Segurança da ONU afirmando que responderá “de forma decisiva e proporcional” a qualquer agressão.

O momento também é delicado para Teerã no plano interno e externo. O regime iraniano enfrenta desgaste após ataques israelenses e americanos no ano passado contra instalações nucleares e militares, além de novos protestos reprimidos com violência nos últimos meses.

Ao mesmo tempo, mantém exercícios militares conjuntos com a Rússia e resiste às exigências dos Estados Unidos e de Israel para limitar não apenas o programa nuclear, mas também o desenvolvimento de mísseis e os laços com grupos armados na região.

Fonte: R7

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