A Polícia Federal investiga o Sindicato Nacional dos Aposentados (Sindnapi), cujo vice-presidente é Frei Chico, irmão de Lula (PT), por desviou dinheiro de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) para uma empresa de fachada e para familiares de seus dirigentes.
As investigações apontam, segundo informou o Estadão, que o sindicato do irmão de Lula arrecadou R$389 milhões descontados dos aposentados seu autorização deles, entre 2021 e 2025.
Contratos cruzados, cujos valores acabaram nas mãos e nas contas de familiares dos dirigentes do Sindinapi foram expostos pelo relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), durante o depoimento de Milton Baptista de Souza Filho, o “Milton Cavalo”, atual presidente da entidade, que o STF beneficiou com habeas corpuspreventivo, concedendo-lhe o direito de ficar em silêncio.
O Sindnapi era uma das entidades autorizadas pelo INSS para cadastrar aposentados com o objetivo de implantar descontos automáticos em seus proventos sem o conhecimento dos idosos.
STF bloqueia 390 milhões – O Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), do qual é vice-presidente “Frei Chico”, o irmão de Lula (PT), teve R$390 milhões bloqueados por ordem do ministro do STF André Mendonça. O atual presidente, Milton Baptista de Souza Filho, o “Milton Cavalo”, foi interrogado na semana passada pelos parlamentares integramtes da CPMI que investiga no Congresso o roubo aos aposentados e pensionistas, que tiveram seus proventos descontados sem autorização.
A decisão de André Mondonça foi adotada após a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentarem indícios de “movimentações financeiras atípicas indicando pulverização, fracionamento e passagem de valores do Sindnapi para pessoas físicas e jurídicas ligadas à diretoria, em atos típicos de lavagem de dinheiro”. Os R$390 milhões bloqueados corresponde ao total de descontos feitos pela entidade entre 2021 e janeiro de 2025.
Mendonça sustenta em sua decisão que há “fundadas suspeitas de relevante participação dos representados nos ilícitos apurados”, e de atuação de um “grupo criminoso organizado para lesar aposentados e pensionistas mediante descontos indevidos e posterior lavagem dos vultosos recursos ilícitos obtidos”.
O ministro também autorizou a quebra dos sigilos fiscal e bancário do sindicato e seus dirigentes, abrangendo o período de 2020 até o presente.
O Sindnapi e seus advogados afirmaram em nota que “não tiveram acesso ao inquérito policial, ao conteúdo das razões da representação policial ou dos fundamentos da decisão que autorizou a deflagração da medida cautelar, mas reitera seu absoluto repúdio e indignação com quaisquer alegações de que foram praticados delitos em sua administração ou que foram realizados descontos indevidos de seus associados”.
DP – Foto: Reprodução da Tribuna do Norte