Escândalo Financeiro

PF quer quebra de sigilo de fundo ligado a Toffoli

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Investigadores da Polícia Federal envolvidos nas apurações das fraudes bilionárias do Banco Master devem solicitar ao Supremo Tribunal Federal a quebra de sigilo do fundo Maridt, vinculado a familiares do ministro Dias Toffoli.

A medida visa aprofundar a investigação sobre supostos pagamentos recebidos pelo magistrado e esclarecer a relação com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo agentes da PF, há suspeitas de corrupção passiva envolvendo Toffoli, embora ele ainda não seja formalmente alvo da investigação.

Além da quebra de sigilo do fundo Maridt, outras diligências devem ser solicitadas para traçar o caminho do dinheiro do banqueiro e verificar possíveis repasses ao ministro, conforme registros contidos em conversas apreendidas nos celulares de Vorcaro. O relatório da PF, com cerca de 200 páginas, foi entregue ao presidente do Supremo, Edson Fachin.

A expectativa dos investigadores é que o novo relator do caso, André Mendonça, possa “destravar” as investigações atualmente paralisadas.

Segundo reportagens na imprensa brasileira, a experiência de Mendonça na relatoria do caso das fraudes do INSS é considerada positiva, e o ministro é visto como “correto” pelos agentes federais envolvidos no caso.

O envio do inquérito ao  STF se deu diante de indícios de crime por parte do magistrado em relação ao inquérito que estava sob sua responsabilidade como relator, configurando possível conflito de interesses. O relatório da PF se baseia no artigo 33 da Lei Orgânica da Magistratura, que prevê apuração quando há indícios de crime praticado por magistrado.

O ministro Toffoli tem negado reiteradamente qualquer ilegalidade nas operações investigadas. Contudo, após a entrega do relatório da PF, ele admitiu pela primeira vez ser sócio do fundo Maridt, ligado à sua família, contrariando declarações anteriores que negavam qualquer participação.Livros políticos

O fundo chegou a ter participação no resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), vendida a um fundo vinculado a Vorcaro.

Em nota à CNN Brasil, o gabinete de Toffoli afirmou que o ministro “jamais integrou qualquer fundo de investimento” e que todos os questionamentos da PF foram respondidos.

Segundo a nota, no âmbito da Arguição de Suspeição (AS 244), o presidente do STF, Edson Fachin, “determinou o arquivamento do caso”.

Apesar disso, analistas apontam que a contradição entre negar participação no fundo e admitir ser sócio do Maridt levanta dúvidas sobre a versão apresentada pelo gabinete, mantendo o caso sob observação e gerando expectativa sobre os próximos passos da investigação. 

DO – Foto: STF; Fonte: BPMoney

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