A Polícia Federal encontrou malas com vários maços de dinheiro na casa de um dos acusados de operar um sistema de pirâmide financeira no Rio de Janeiro (RJ). A Polícia Federal acredita que essa pode ser a maior apreensão de dinheiro vivo da história da corporação, superando o caso de Geddel Vieira Lima, quando foram encontrados R$ 51 milhões. Mais cedo, agentes acharam R$ 20 milhões em dinheiro vivo na casa de Glaidson Acácio de Miranda, suspeito de comandar o esquema.
Glaidson foi preso por determinação da justiça e o dinheiro foi encontrado durante o cumprimento de mandados de busca. Na casa dele, além das cédulas, foram encontradas barras de ouro.
Os valores ainda estão sendo contabilizados. Também foram apreendidos 21 carros de luxo e R$ 147 milhões em bitcoins (591 bitcoins), uma moeda virtual.
Os valores podem aumentar com a contagem de todos os valores identificados. A Operação Cryptos foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (25) e mira fraudes bilionárias no sistema financeiro nacional.
A Justiça autorizou o cumprimento de nove mandados de prisão e 15 de busca e apreensão no Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará e Distrito Federal. O acusado prometia lucros de 10% no investimento em criptomoedas. De acordo com a PF, no entanto, ele sequer investia os recursos no mercado.
O aumento da movimentação nas contas ligadas ao grupo nos últimos anos, especialmente nos últimos 12 meses, chamou a atenção das autoridades.
Até 2014, Gladson recebia cerca de um salário mínimo por mês. A quantidade de dinheiro impressionou os policiais e integrantes da Receita Federal e do Ministério Público Federal (MPF), que também participam da ação.
R7