Até o momento, no entanto, à exceção de Henrique Eduardo Alves (Turismo) e alguns apadrinhados do vice-presidente Michel Temer, todos os peemedebistas continuam exatamente no mesmo lugar
A decisão do diretório do PMDB da Bahia de fazer uma representação pedindo a expulsão da ministra da Agricultura, Kátia Abreu, pode transformar-se em uma ação mais intensa de outros diretórios regionais. O diretório do Acre pode agir da mesma forma em relação ao ministro da Ciência e Tecnologia, Celso Pansera. Até o momento, no entanto, à exceção de Henrique Eduardo Alves (Turismo) e alguns apadrinhados do vice-presidente Michel Temer, todos os peemedebistas continuam exatamente no mesmo lugar. Integrantes do partido admitem que a demora começa a desgastar a imagem de unidade do partido.
“O Michel (Temer) deveria vira a público obrigar o cumprimento da resolução partidária”, afirmou um militante, incomodado com a situação. Na Paraíba o presidente estadual do PMDB o senador José Maranhão acredita que PMDB-PB deve votar pelo Impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Existe também uma queixa generalizada contra a postura do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que estava ciente da decisão do desembarque, acertada em convenção partidária. Pior, na véspera da reunião do diretório, recebeu Temer na residência oficial e concordou que o rompimento fosse decidido por aclamação. Agora, alardeia que foi uma ação precipitada.
O deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) justificou a ação contra Kátia. “Além de resistir, a Kátia Abreu, que não tem história partidária, ainda afronta explicitamente o partido ao dizer que não deixará o ministério nem o PMDB”, criticou Lúcio. Ontem, pelas redes sociais, a ministra da Agricultura reforçou essa posição. “Recebi convites honrosos, mas meu partido é o PMDB. Pretendo aqui continuar”.
Na Paraíba – Após o PMDB ter se decidido por desembarcar do Governo Dilma, abandonando a presidente Dilma para enfrentar a tormenta da crise nacional, o partido, que tem cinco representantes paraibanos no Congresso Nacional, sendo dois senadores e três deputados federais, ainda demostra sinais de indecisão no tocante a apoiar ou não o impeachment da petista, tendo em vista que o deputado federal Veneziano Vital do Rêgo, Hugo Motta e o senador Raimundo Lira ainda estão indecisos.
“Ainda não tenho uma avaliação sobre o impeachment”, disse Maranhão ao confirmar também que não tem nenhum cargo no Governo Federal. Em recente entrevista o senador paraibano criticou o Governo da Presidente Dilma. “Eu acho que o PMDB só deveria ter compromisso com o governo que aceitasse a efetiva participação dele na formulação das políticas nacionais. Isso nunca aconteceu na relação do PMDB com o governo de Dilma, seja no primeiro mandato ou agora no segundo”, afirmou.
PB Agora
