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Pepsi revive fase das propagandas geniais em nova provocação à Coca-Cola

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Um dos confrontos mais famosos da história do marketing mundial voltou ao centro do palco. Em mais um capítulo das chamadas The Cola Wars (As Guerras das Colas), a Pepsi escolheu o Super Bowl LX — considerado o espaço publicitário mais caro e cobiçado do planeta — para reavivar a disputa com a Coca-Cola. Cada inserção de 30 segundos durante o evento custa cerca de US$ 8 milhões (aproximadamente R$ 42 milhões).

A nova ofensiva da marca tem como foco a Pepsi Zero Sugar, segmento estratégico na corrida por participação de mercado. No comercial exibido nos intervalos da final da NFL, a empresa resgata o clássico “teste às cegas”, recurso já explorado em campanhas anteriores, mas com um ingrediente inédito: a participação de um dos “garotos-propaganda” mais emblemáticos da rival, o urso polar da Coca-Cola. No desfecho do vídeo, o personagem acaba demonstrando preferência pela Pepsi.

A rivalidade entre as duas gigantes está longe de ser recente. Ela remonta ao século 19, quando a Coca-Cola surgiu em 1886 e, poucos anos depois, a Pepsi foi criada, em 1893. Desde então, esse embate simbólico foi sendo alimentado pelas próprias marcas, fortalecendo uma lógica de oposição que marcou gerações de consumidores.

Segundo análises sobre o tema, esse dualismo foi constantemente reforçado ao longo das décadas, o que acabou sendo positivo para ambas as empresas, “‘obrigando’ os consumidores a optar por uma ou outra”.

Dentro dessa dinâmica, a Pepsi construiu sua imagem como a marca “provocadora”, utilizando humor e ironia para desafiar a líder do setor. Não faltam exemplos de campanhas em que a empresa ataca diretamente a concorrente, sempre explorando a irreverência como diferencial.

Apesar de a Coca-Cola ser considerada a marca de refrigerantes mais famosa do mundo, os números mostram um cenário mais equilibrado — e até desfavorável — quando o assunto é faturamento. A PepsiCo, conglomerado que controla a Pepsi, registra receitas significativamente maiores do que a The Coca-Cola Company.

A explicação está na diversificação. Enquanto a Coca-Cola concentra seus negócios quase exclusivamente em bebidas, a PepsiCo expandiu sua atuação para o setor de alimentos, sendo dona de marcas como Frito-Lay e Quaker, líderes globais em seus segmentos.

Estimativas de desempenho financeiro para 2025 reforçam essa diferença. A PepsiCo deve encerrar o ano com uma receita líquida entre US$ 93 bilhões e US$ 95 bilhões (algo entre R$ 487,3 bilhões e R$ 497,8 bilhões).

Já a Coca-Cola tem projeções mais modestas, variando de aproximadamente US$ 47 bilhões (R$ 246,3 bilhões) a US$ 49 bilhões (R$ 256,8 bilhões).

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