Política
Peemedebista nega interferência da direção do partido em votações na AL e acredita na aliança com o PSB
Nabor Wanderley diz que os problemas são em João Pessoa e Campina Grande, cidades onde há 2º turno, o que possibilitará a união das legendas
O deputado estadual Nabor Wanderley (PMDB) negou interferência da direção do PMDB em relação aos posicionamentos dos parlamentares do partido na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) e qualquer orientação para que eles votem contra as matérias do governador Ricardo Coutinho (PSB). Ele também descartou a possibilidade de rompimento da aliança entre o PMDB e o PSB em virtude das eleições deste ano. Segundo ele, os problemas mais pontuais são em João Pessoa e Campina Grande, cidades onde há segundo turno, o que possibilitará a união das legendas logo após o primeiro turno e a defesa de um único projeto.
“Tenho procurado construir a união. O PMDB é aliado do PSB, estamos unidos, trabalhando da mesma forma, apoiando o governo nos projetos de interesse da Paraíba, participando do governo, dando o apoio administrativo na Assembleia e até agora não recebemos nenhuma orientação contrária do nosso partido e acredito que isso não vai acontecer”, afirmou o deputado.
Nabor Wanderley afirmou também que tem trabalhado para manter a união entre as duas legendas que se aliaram no segundo turno das eleições 2014. “Tenho procurado construir a união. Buscamos construir esta união respeitando claro as decisões dos partidos em cada município. É isso que tenho procurado fazer. O PMDB não pode interferir no PSB como o PMDB não pode interferir no PSB e nos outros partidos também. Mas não deixa de haver uma responsabilidade dos partidos aliados que tem o compromisso único que é o bem dos municípios e o desenvolvimento do Estado da Paraíba. Nisso estamos unidos, coesos dentro do mesmo pensamento”, declarou.
De acordo com o parlamentar, mesmo que os dois partidos mantenham as pré-candidaturas postas para as eleições nas duas cidades, a aliança deverá ocorrer no segundo turno. “O importante é o diálogo. Estamos no período das pré-candidaturas, daqui pra lá muita coisa vai acontecer, vamos continuar conversando. Se tiver como dialogar e um dos partidos ver que tem como ceder em alguma cidade, tudo bem. Se não, a gente tem que entender que Campina Grande e João Pessoa são eleições que tem segundo turno e aí os partido ficarão unidos com o mesmo propósito”, afirmou.