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Paraibano Hulk diz ter sido vítima de racismo do árbitro durante jogo na Rússia
“Sempre houve racismo de torcida adversária. Não é aceitável, não podemos aceitar racismo independentemente da forma que for, é uma coisa que não deveria existir, mas quando é da torcida adversária, a gente não aceita, mas entende que é a torcida adversária, quer fazer com que o jogador rival não se concentre, é normal”, afirmou o atacante.
Hulk comentou o que ocorreu no momento da agressão verbal proferida pelo árbitro. Ele teria ido reclamar de “cera”‘ do jogador do Mordovia Saransk, que venceu o Zenit por 1 a 0.
“Eu fui falar com o árbitro do jogo numa boa, com educação, e toquei nele normalmente para falar com ele, e ele virou e disse, com arrogância, para eu não encostar nele. Eu pedi calma, mas ele começou a ficar nervoso, e eu, na quentura do jogo, falei: ‘você é racista?'”. De acordo com o jogador, o árbitro respondeu rispidamente: “sou, não gosto de você e não gosto de negro”.
O episódio teria ocorrido no início da etapa complementar. “Houve uma situação em que um jogador do time adversário estava caído, o árbitro mandou a maca entrar em campo, e depois que ela chegou para colocar o jogador em cima, ele disse que não precisava mais da maca. Mandou a maca sair e o jogador levantou. Eu fui falar normalmente com o árbitro, e ele até então estava normal, mas de repente ele passou a mudar comigo, ficou arrogante”, relatou o paraibano.
Lancenet