Lesão de Clóves e ausência de Diogo Orlando pesaram para treinador do Itabaiana
O Itabaiana não começou bem o mata-mata contra o Campinense. Em noite de Negretti no último domingo, os donos da casa fizeram 2 a 0 no Tricolor da Serra e ficaram bem próximos da classificação para as quartas. Para o treinador do Tremendão, desfalques no conjunto foram fundamentais para que elenco não tenha rendido o esperado.
– Uma derrota que não estava dentro das nossas intenções. Gostaríamos de fazer talvez um jogo melhor, embora o jogo não foi todo ruim. Sofremos um gol num momento importante da partida, onde nós perdemos um atleta, ficamos com dez homens momentaneamente, com a lesão no nariz do Clóves, e o adversário se aproveitou. Nossa equipe não conseguiu uma organização pra trabalhar sem esse homem porque ele estava sendo atendido fora de campo e infelizmennte houve esse descontrole no encaixe de marcação. Posteriormente, o Clóves não deu sequência no jogo. Penso que a perda desse meia acabou desencadeando uma desorganização na nossa equipe, já que nós havíamos perdido o Diogo Orlando com a entrada do Jó e, em seguida, a entrada do Fred. São dois jogadores que ainda não haviam atuado. Infelizmente não houve uma coordenação dos movimentos, posicionamentos. Não estou aqui responsabilizando em hipótese alguma os dois atletas, mas todos sabem que eu primo muito pelo conjunto e nós perdemos o conjunto com essas duas ausências, principalmente nessa questão da lesão do Clóves – analisou Leandro Campos.
No segundo tempo, o Tremendão até chegou mais ao gol adversário, mas não foi eficiente nas finalizações. Leandro Campos tentou reposicionar alguns jogadores, porém de nada adiantou. O Tricolor da Serra não conseguiu nem fazer um gol para diminuir a diferença para o jogo de volta.
– De qualquer forma, mesmo assim, a nossa equipe melhorou no aspecto de marcação porque é lógico que marcar é mais fácil de que jogar, atacar. Tínhamos algumas dificuldades com relação à projeção para o campo do adversário. Tentamos acertar no intervalo. coordenamos melhor as projeções do próprio Jó e do Daniel, fixando um pouco mais o Fred, pra que ele fizesse um volante à frente do zagueiro e liberasse mais os dois homens pra articular um pouco mais as jogadas de frente. Infelizmente em uma bola parada tivemos o erro de marcação, numa falta lateral onde o adversário tirou proveito. Após esse gol, lógico que nós tínhamos que fazer alguma coisa, principalmente na questão ofensiva. Fizemos modificações pra melhorar essa disposição, essas ações ofensivas e não houve uma melhora acentuada, mas queira ou não tivemos mais posse, mais chances de chegar ao gol – explicou o técnico do Tremendão.
Até uma derrota por um gol de diferença garante a Raposa na próxima fase da competição nacional. Ao Tricolor da Serra, só a vitória interessa e por dois ou mais gols de diferença. Um novo dois a zero, só que para os sergipanos, leva a decisão da vaga para os pênaltis. Para avançar no tempo normal, o Tremendão precisa derrotar os paraibanos por três gols de diferença no Etelvino Mendonça, às 19h.
