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Para analistas, alta de impostos é questão de tempo

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Dúvida reside em qual tributo será mexido. Cide e CPMF são apostas

O economista-chefe do Banco Safra e ex-secretário do Tesouro Nacional, Carlos Kawall, disse na quarta-feira que os números apresentados pelo governo em relação ao Orçamento são confiáveis, mas que o grande desafio é buscar efetivamente as receitas extraordinárias para cumprir a meta fiscal de déficit primário de R$ 139 bilhões.

A equipe econômica identificou um rombo de R$ 58,168 bilhões no orçamento, com o aumento das estimativas de despesas e a queda das receitas previstas. Mas os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira, disseram que esse não será o contingenciamento total, visto que ainda há a expectativa de entrada de até R$ 18 bilhões em receitas extraordinárias que dependem de decisão judicial.

Apesar do ruído gerado com o adiamento do anúncio do contingenciamento, Kawall avaliou que o fundamental é que o grau de transparência do governo é grande. Segundo ele, a cautela é necessária para evitar que se divulguem expectativas que não irão se confirmar, como acontecia na gestão anterior. “Ficamos mais seguros da exequibilidade dos números.”

Sobre o aumento de impostos, o economista avaliou que essa será uma decisão de governo. “Se o governo achar que o contingenciamento é muito alto e que precisa de contribuição da receita, pode aumentar tributos”, afirmou. “Temos de esperar até a próxima semana.”

 Veja.com

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