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Os planos de Trump para Cuba, Groelândia, México, Irã e Colômbia

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Nicolás Maduro desembarcou em Nova York e deverá se apresentar diante de um juiz federal dos Estados Unidos para responder a acusações formais de narcoterrorismo, tráfico internacional de cocaína e uso de armamento de guerra. O caso será analisado pelo juiz Alvin Hellerstein, de 92 anos, magistrado experiente do Judiciário norte-americano.

Enquanto Maduro passa a responder diretamente à Justiça dos EUA, a Suprema Corte da Venezuela anunciou Delcy Rodríguez como presidente interina. Antiga aliada e considerada braço direito do líder venezuelano, ela já foi alvo de advertências públicas do presidente norte-americano. Em declaração recente, Donald Trump afirmou: “Nós controlamos a Venezuela. Se ele não fizer o que é certo, pagará um preço maior do que Maduro”.

As ameaças de Trump, no entanto, não se restringiram ao cenário venezuelano. O presidente dos Estados Unidos incluiu outros países em seu discurso e sugeriu possíveis ações semelhantes à operação realizada na Venezuela. Sobre a Colômbia, declarou: “A Colômbia é governada por um homem doente que gosta de produzir cocaína, mas não por muito tempo”, acrescentando que uma “missão dos EUA semelhante à da Venezuela” poderia ocorrer no país.

O México também foi citado. Segundo Trump, “o México precisa se organizar, temos que fazer alguma coisa”, embora tenha feito elogios à presidente Claudia Sheinbaum, classificada por ele como “uma pessoa fantástica”. Na mesma fala, afirmou: “ofereço a ela a oportunidade de enviar tropas todos os dias”.

Em relação a Cuba, o presidente americano afirmou que o país “está pronta para ruir” por conta própria e minimizou a necessidade de intervenção direta. “Não acho necessário intervir lá”, disse, ao acrescentar que os cubanos “agora não receberão mais dinheiro” da Venezuela.

O Irã foi outro alvo das declarações. Trump afirmou que Teerã será “duramente atingido” caso continuem ocorrendo mortes de manifestantes durante protestos contra o governo iraniano e o alto custo de vida. “Estamos monitorando a situação com muita atenção. Se eles começarem a matar pessoas como fizeram no passado, acho que serão duramente atingidos pelos Estados Unidos”, declarou.

As falas do presidente norte-americano repercutiram no cenário internacional. O presidente da China, Xi Jinping, comentou o momento global ao afirmar que “o mundo hoje vivencia mudanças e turbulências sem precedentes em um século, com atos unilaterais de hegemonia que minam seriamente a ordem internacional”.

Xi acrescentou que todos “devem respeitar os caminhos de desenvolvimento escolhidos independentemente pelos povos de outros países e cumprir o direito internacional, bem como os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas”. Segundo o líder chinês, “as grandes potências devem dar um bom exemplo”.

O avanço do processo judicial contra Maduro, somado ao tom cada vez mais duro adotado por Trump, amplia a tensão diplomática e reforça um ambiente de instabilidade nas relações internacionais, com reflexos que vão além da América Latina.

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