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O termômetro da disputa eleitoral em JP

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Meus caros queridos ouvintes e leitores, com o afunilar das eleições municipais deste ano, podemos perceber uma série de movimentações nos bastidores da nossa política municipal. Assuntos e demandas que geralmente são esquecidos durantes os primeiros anos de uma gestão, em ano eleitoral sempre veem a tona. Protestos, reivindicações e cobranças que pareciam estar adormecidos, sempre surgem para tentar abalar as gestões. Alguns vereadores, que passaram três anos apáticos, escondidos, sem apresentar sequer um requerimento na Câmara Municipal, começam a aparecer na mídia para tentar fazer em um ano o que não fizeram em três.

Aqui em João Pessoa, já deu para perceber que o termômetro da campanha será a obra de revitalização da Lagoa, existem muitas discussões sobre as supostas irregularidades da obra e até um pedido para abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Câmara Municipal da nossa cidade, porém, sendo instalada ou não essa CPI não vai dar em nada, absolutamente nada! Ou alguém aqui já viu algum inquérito parlamentar resultar em alguma coisa? Mas a oposição está fazendo o seu papel de gritar, esbravejar e acusar a atual gestão para tentar sujar a sua imagem e a do prefeito. Todavia, soa estranho por que só agora, em ano eleitoral, a oposição decide tomar medidas mais enérgicas? Fica a impressão que tem sempre alguém, com algum interesse por trás, dando aquele empurrãozinho para as coisas acontecerem.

O prefeito em seu primeiro ano de mandato anunciou a obra do Parque Solón de Lucena como a grande obra da gestão, usando uma máquina publicitária tão forte – até com atriz global – capaz de criar tanta expectativa na população que fica difícil a obra em si superar todas essas expectativas. E a obra se arrasta, se arrasta, se arrasta, causando transtornos ao povo e não é entregue. Em contrapartida, o prefeito diz que entrega duas obras por semana na capital, o que é mais um equívoco da propaganda institucional da prefeitura e da estratégia de marketing do governo municipal, pois quantidade não é sinônimo de qualidade. Torço para que realmente a Lagoa seja entregue em junho, e torço para que seja entregue toda obra, completa, que não me venham com essa história de primeira etapa, que por sinal o gestor gosta muito, porque já são três anos de obra e até agora nada.

 

Por Thiago Braga

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