Líderes de diferentes países condenaram os ataques a tiros contra duas mesquitas em Christchurch, na ilha sul da Nova Zelândia, que deixaram 49 mortos e 48 feridos nesta sexta-feira (15).
Representantes de países de maioria muçulmana, como a Turquia, Malásia e o Paquistão, foram os primeiros a se manifestar.
Austrália – O primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, diz que os australianos são solidários aos neozelandeses. “Os australianos estão com todos os neozelandeses hoje, durante este período sombrio, onde ódio e violência roubaram sua paz e inocência”, declarou no Twitter.
“A Nova Zelândia, como a Austrália, é o lar de pessoas de todas as fés, culturas e origens. Não há lugar em nenhum em nossos países para o ódio e a intolerância que geraram essa violência extremista e terrorista que condenamos”, acrescentou.
Em sinal de luto, as bandeiras australianas ficarão a meio mastro.
Brasil – O presidente Jair Bolsonaro disse em uma publicação no Twitter que “o Brasil condena totalmente essa crueldade! Nos unimos aos neozelandeses em solidariedade neste momento difícil. Que Deus conforte a todos!”.
“Nossas profundas condolências ao povo da Nova Zelândia, familiares e amigos das vítimas do terrível massacre nas mesquitas em Christchurch”, escreveu.
Canadá – O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, declarou que “oferecemos nossas mais sinceras condolências às famílias e amigos das vítimas desta tragédia sem sentido. Para o povo da Nova Zelândia e as comunidades muçulmanas em todo o mundo: estamos sinceramente contigo. Compartilhamos sua dor e estamos com você neste momento extremamente difícil”.
Ele recordou que “com demasiada frequência, os muçulmanos experimentam perda e dor inimagináveis em lugares onde deveriam se sentir seguros. O Canadá lembra tristemente a tristeza que sentimos após o ataque sem sentido no Centro Cultural Islâmico de Quebec, em Ste-Foy. Este ataque tirou a vida de muitas pessoas inocentes que se reuniram para a oração”.
Concluiu dizendo que o Canadá condena o ataque e afirmou que “todos nós devemos nos levantar contra a islamofobia”.
Estados Unidos – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escreveu em sua conta do Twitter que “os EUA estão com a Nova Zelândia para qualquer coisa que possam fazer”.
“Minha mais calorosa simpatia e os melhores votos vão para o povo da Nova Zelândia após o horrível massacre nas mesquitas. 49 pessoas inocentes morreram tão sem sentido, com tantos tão gravemente feridos”, disse.
Hillary Clinton, a candidata do Partido Democrata à Presidência na eleição de 2016, escreveu que está com o “coração partido pela Nova Zelândia e pela comunidade muçulmana global”. Ela afirmou que “devemos continuar a lutar contra a perpetuação e a normalização da islamofobia e do racismo em todas as suas formas”.
Ela ressaltou que “os terroristas da supremacia branca devem ser condenados pelos líderes em todos os lugares. Seu ódio assassino deve ser interrompido”.
França – O presidente da França, Emmanuel Macron, declarou no Twitter que “todos os nossos pensamentos para as vítimas dos crimes hediondos contra as mesquitas de Christchurch na Nova Zelândia e para seus entes queridos”.
Ele também disse que “a França enfrenta todas as formas de extremismo e age com seus parceiros contra o terrorismo no mundo”.
Malásia – O Ministério das Relações Exteriores da Malásia afirmou que dois cidadãos de seu país ficaram feridos em Christchurch. “A Malásia condena fortemente este ato de terror sem sentido contra civis inocentes e espera que os responsáveis por este crime bárbaro sejam levados à justiça”, afirmou em comunicado.
Noruega – Após os ataques às mesquitas da Nova Zelândia, a primeira-ministra norueguesa Erna Solberg mencionou os “dolorosos vínculos com nossa própria experiência de 22 de julho, o momento mais difícil desde a guerra para a Noruega”. “Isto demonstra que o extremismo ainda prospera em vários lugares”, disse Solberg.
ONU – O Secretário Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse estar chocado com os ataques. Ele recordou a santidade das mesquitas e de todos os locais de culto, convocando “todas as pessoas a mostrar, nesse dia sagrado para os muçulmanos, solidariedade com a comunidade islâmica em luto”.
No Twitter, ele escreveu que “hoje e todos os dias devemos permanecer unidos contra o ódio antimuçulmano e todas as formas de fanatismo e terror”.
Paquistão – O premiê do Paquistão, Imran Khan, disse estar chocado com os ataques. “Isso reafirma o que sempre defendemos: que o terrorismo não tem religião. As orações vão para as vítimas e suas famílias”, declarou no Twitter.
Reino Unido – A rainha da Inglaterra, Elizabeth II, disser ter ficado profundamente triste com os terríveis acontecimentos. “O Príncipe Philip e eu enviamos nossas condolências às famílias e amigos daqueles que perderam suas vidas. Também presto homenagem aos serviços de emergência e voluntários que prestam apoio àqueles que foram feridos. Neste momento trágico, meus pensamentos e orações estão com todos os neozelandeses.
Turquia – O presidente turco, Recep Erdogan, classificou a ações como deploráveis e afirmou que os ataques mostram o crescimento do racismo e da “islamofobia”. Segundo ele, novos ataques vão acontecer a menos que os governantes tomem providências, principalmente nos países ocidentais.
Vaticano – O papa Francisco declarou estar “muito triste” pelos “atos de violência sem sentido”. Ele expressou sua solidariedade com a comunidade muçulmana do país.
“O Papa Francisco está muito triste em saber da existência em saber da existência de feridos e mortos em atos de violência sem sentido contra duas mesquitas em Christchurch, e expressa a todos os neozelandeses, e em particular à comunidade muçulmana, sua sincera solidariedade com esses ataques”, informou um telegrama assinado pelo número dois do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin.