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Nunca tive relacionamento com Epstein e ele não me apresentou a Trump, diz Melania
A primeira-dama dos EUA, Melania Trump, fez nesta quinta-feira (9) uma declaração à imprensa sobre o caso Jeffrey Epstein. Segundo ela, a intenção foi rebater alegações que “estão difamando a sua reputação”.
“As mentiras que me ligam ao desprezível Jeffrey Epstein precisam acabar hoje. As pessoas que estão mentindo sobre mim são desprovidas de padrões éticos, humildade e respeito. Não me oponho à ignorância delas, mas rejeito suas tentativas mesquinhas de difamar minha reputação”, disse.
No pronunciamento, Melania negou que tenha tido um relacionamento com o predador sexual e afirmou que nunca esteve em seu avião, ilha ou esteve com ele em viagens específicas.
“Nunca estive na França com Epstein”, disse.
A primeira-dama disse que conheceu Epstein pela primeira vez no ano 2000, em um evento com Trump. Ela negou também que Epstein tenha a apresentado a Trump.
“Não sou vítima de Epstein. Epstein não me apresentou a Donald Trump. Conheci meu marido por acaso em uma festa em Nova York, em 1998”, disse.
“A primeira vez que cruzei com Epstein foi no ano 2000, em um evento ao qual Donald e eu comparecemos juntos. Na época, eu nunca tinha conhecido Epstein e não tinha conhecimento de suas atividades”, completou.
Melania também afirmou que nunca teve conhecimento dos crimes atribuídos ao empresário. Segundo ela, “nunca tive conhecimento dos abusos de Epstein ou de suas vítimas” e “nunca estive envolvida de nenhuma forma”.
A ex-primeira-dama também negou qualquer vínculo pessoal com Ghislaine Maxwell, condenada por ser cúmplice de Epstein.
“Minha resposta por e-mail a Maxwell não pode ser categorizada como nada além de uma correspondência casual”, afirmou.
Melania também afirmou que Epstein “não estava sozinho” e defendeu mais transparência sobre o caso.
Segundo ela, “vários executivos promissores pediram demissão de suas posições de poder depois que esse assunto foi amplamente discutido” e que, embora isso “não signifique culpa”, é preciso “trabalhar abertamente e com transparência para revelar a verdade”.
A primeira-dama fez ainda um apelo ao Congresso dos Estados Unidos para que realize uma audiência pública com vítimas de Epstein.
“Todas as mulheres que desejarem devem ter o direito de depor publicamente, e seus testemunhos devem ser registrados no Congresso. Só então teremos a verdade”, afirma.
Justiça dos EUA libera mais 3 milhões de arquivos do caso Epstein – Epstein foi um financista americano que se tornou conhecido mundialmente por comandar um esquema de abuso e exploração sexual de meninas menores de idade. Investigadores apontam que ele atraía adolescentes — algumas com apenas 14 anos. Epstein foi preso em 2019 e acusado formalmente de tráfico sexual de menores, mas morreu na prisão enquanto aguardava julgamento.
Fonte: G1