Magistrado foi um dos responsáveis pelo pedido de anulação da eleição que ocorreu em novembro
O desembargador Márcio Murilo, um dos responsáveis pela ação que culminou na suspensão da eleição da Mesa Diretora do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), disse que não pedirá votos para si e que deseja sucesso ao presidente eleito na próxima quinta-feira (22), data prevista para a próxima eleição.
O Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de uma decisão do ministro Teori Zavascki, acolheu a interpretação de Márcio Murilo, que defendeu a tese de que apenas os três membros mais antigos devem disputar a presidência do TJPB. “Só defendi uma tese jurídica e respeito os que tiveram suas eleições anuladas. Não irei pedir votos. No mais, espero sucesso ao eleito”, disse.
A eleição da Mesa Diretora do TJPB para o biênio 2017/2018 teve sete candidatos, incluindo o desembargador Márcio Murilo. O desembargador João Alves da Silva saiu vitorioso com 10 votos, entretanto, ele não está entre os três membros mais antigos da Corte, conforme prevê a Lei Orgânica da Magistratura Nacional. Enquadram-se neste quesito, além de Márcio Murilo, os desembargadores Joás de Brito Pereira Filho, que foi o segundo mais votado na primeira eleição, com oito votos, e Saulo Benevides.
A eleição de João Alves foi possível em razão de uma decisão do TJPB, que entendeu, por maioria, que a Lei Orgânica da Magistratura Nacional não teria sido recepcionada pela Constituição Federal. De acordo com Márcio Murilo, outros desembargadores só podem entrar na disputa se houver desistência formal dos três mais antigos.
Alem de João Alves, foram eleitos para a Mesa Diretora Leandro dos Santos (vice-presidente) e José Aurélio (corregedor).
