Em amistoso marcado principalmente pelo retorno de Neymar, que defendeu o Brasil pela última vez há três meses e depois disso não disputou mais nenhuma partida nem sequer pelo Paris Saint-Germain, a seleção brasileira enfrenta a Colômbia nesta sexta-feira, às 21h30 (de Brasília), no Hard Rock Stadium, em Miami, nos Estados Unidos.
Esse jogo será o primeiro do time comandado por Tite após a conquista do título da Copa América, na qual a equipe superou a ausência de seu principal astro e mostrou força coletiva para ficar com a taça da competição realizada em solo nacional.
Indispensável – Nesta quinta-feira, ao projetar a participação de Neymar neste amistoso diante da Colômbia, Tite reconheceu que o Brasil provou, principalmente na Copa América, que hoje a seleção é menos dependente do futebol do atacante, mas mesmo assim o treinador fez questão de qualificá-lo como “indispensável” para a equipe nacional.
“Sabe o aproveitamento com e sem Neymar? É praticamente a mesma coisa. A equipe se fortaleceu em relação a isso. Ao mesmo tempo, o Neymar é indispensável, e 50% dos gols com o Neymar em campo são dele ou com assistência dele”, ressaltou Tite, em Miami, onde também assegurou que o jogador está pronto para atuar e “em condições de fazer aquilo que a seleção precisa”.
O treinador ainda fez questão de exaltar que vê o atacante ainda no mesmo patamar dos principais jogadores do mundo na atualidade. “O Neymar é Top 3 para mim. De qualidade técnica individual, eu coloco Messi acima, Cristiano Ronaldo, porque são outras gerações. Aí eu pego outra geração: ele e Hazard são dois jogadores, para mim, extraordinários. Com uma vantagem para o Neymar: ele pensa igual ao Hazard, mas executa mais rápido. Ele em condições é imparável. É imparável”, repetiu Tite.
Se repetir a formação que foi treinada nos últimos dois dias, Tite vai mandar o Brasil a campo com Ederson; Daniel Alves, Marquinhos, Thiago Silva e Alex Sandro; Casemiro, Arthur, Philippe Coutinho e Firmino; Richarlison e Neymar.
Já ao comentar sobre a Colômbia, o treinador disse que considerou a seleção do país como a que mais deu trabalho ao Brasil em sua campanha nas Eliminatórias da Copa de 2018. No primeiro duelo entre os rivais no qualificatório para o Mundial, os brasileiros venceram por 2 a 1, em Manaus, em 2016. Depois disso, em 2017, houve empate por 1 a 1, em Barranquilla, no reencontro entre as equipes.
“Quando nos enfrentamos nas Eliminatórias, foi a seleção com a qual mais embate técnico nós tivemos. Os dois jogos foram muito difíceis, com competição física e lealdade técnica. Nós enfrentamos agora uma seleção que continua sólida”, opinou.
Pelo lado colombiano, o técnico português Carlos Queiroz convocou a base da seleção que disputou a Copa América, mas desta vez ele não poderá contar com James Rodrígues, lesionado, e o atacante Falcao Garcia, novo reforço do Galatasaray e outra baixa de peso para este amistoso. Entretanto, ele crê que a sua seleção está pronta para vencer em Miami. “Sabemos o potencial que tem o Brasil, vai ser um lindo encontro. Esperamos fazer um bom jogo e poder ganhar”, projetou.