Política Paraibana
Na primeira entrevista de RC, após a prisão, ele cobra provas e diz que acusações são mentiras
O ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), durante entrevista à rádio Sanhauá AM, na tarde desta sexta-feira (13), adotou o discurso de falta de provas para se defender das acusações que recaem sobre ele no âmbito da Operação Calvário.
“Não concordamos com convicções substituindo provas. Quero saber onde estão as provas disso, quero saber onde está o dinheiro”, declarou, negando ter enterrado qualquer dinheiro. “Não enterrei nem macaxeira”.
Na entrevista Ricardo tachou como “mentira total” tanto as acusações de Daniel da Cruz Vermelha, como dos delatores da Operação, entre eles Livânia Farias e Ivan Buruty.
Comparando a operação realizada na Paraíba, com a Lava Jato, Ricardo adotou o mesmo discurso de falta de provas adotado pelo ex-presidente Lula.
“Estou sendo acusado injustamente. Daniel representava a Cruz Vermelha portanto eu tinha que falar com ele. Com relação à mesada isso é mentira total, um absurdo. Eu sou um cara correto. É mentira quando diz que eu fui pro carnaval, fui pra Búzios, eu nunca fui. Diz que fui pra o Rock in Rio eu nunca fui. Eu não pedi ingresso, eu disse que eu iria. Assassinam-se reputações e quando você olha, cadê a prova disso? declarou.
Insinua candidatura – Após ser questionado sobre uma possível candidatura à Prefeitura de João Pessoa, o ex-governador Ricardo Coutinho declarou que “hoje estou dizendo o seguinte: vou ser um sujeito ativo para livrar João Pessoa de gente terrível que só quer fazer negócio com a Prefeitura. Essa cidade precisa ter um olhar diferenciado”. A primeira entrevista de Ricardo Coutinho após ter sido preso foi concedida à rádio Sanhauá AM com início ao meio-dia desta sexta-feira (13).
As declarações foram dadas durante a primeira entrevista concedida após ter sido preso na Operação Calvário, no final do ano passado.
Ricardo disse que não é o primeiro e nem será o único a ser acusado com “essa doença” que tomou conta do estado brasileiro nos últimos anos.
“Fizemos com que o dinheiro do povo, que não aparecia antes, aparecesse em obras, ações e serviço”, frisou.
Segundo ele, o que o Ministério Público tenta, “de uma forma inconsistente, caracterizar como organização criminosa” se refere a apenas dois contratos de OSs. “Não existe superfaturamento”, garantiu. “O MP não conseguiu apresentar uma única prova e nem vai apresentar”.