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Mulheres dominam equipe de luta olímpica do Brasil

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Aline, que tem uma medalha de prata e uma de bronze em Jogos Pan-Americanos e um vice-campeonato mundial, defende que o domínio feminino da modalidade no Brasil é uma mostra de que a discriminação de gênero não faz mais sentido

“É um preconceito bem sutil. São coisas que se você não estiver instruído, talvez nem perceba. Se eu estou muito arrumada, o pessoal nem acredita que sou da luta. Essas coisas têm acontecido no dia a dia e isso me anima mais a ser feminina, mostrar que uma coisa não interfere na outra. É pra quebrar o estereótipo e mostrar que o gênero não tem nada a ver com o que você faz”, diz Aline.

Aline, que tem uma medalha de prata e uma de bronze em Jogos Pan-Americanos e um vice-campeonato mundial, defende que o domínio feminino da modalidade no Brasil é uma mostra de que a discriminação de gênero não faz mais sentido. “No momento em que a Olimpíada é o foco de atenção de todo mundo e a gente vê muitas mulheres brilhando, essa é a prova que lugar de mulher é competindo. Mulherada da luta olímpica tem representado muito bem e trazendo bons resultados para o Brasil”.

Gilda também concorda que o número de mulheres na equipe é uma conquista. “É um feito até pelo fato de o esporte não ser tradicional no Brasil e chegamos às Olimpíadas. Espero que cada vez mais mulheres participem da nossa luta”, conta.

Caçula do time, Laís é categórica ao afirmar que a conquista quebra barreiras. “A mulher pode ser o que ela quiser. Eu acho que hoje em dia isso já foi quebrado bastante. Independente do lugar em que estamos, nós vamos conseguimos fazer isso”, declara.

Entre tantas mulheres, o único representante do time é o armênio naturalizado brasileiro Eduard Soghomonyan. Ele não se importa de estar cercado de mulheres. “Acho ótimo que o esporte brasileiro tenha essa evolução. E gosto de treinar com elas”, afirma. Ele destaca que, em termos de esporte, o país está muito à frente de sua terra natal. “Na Armênia, nenhuma mulher treinava. Lá é muito mais atrasado do que aqui em termos de machismo”, atesta.

Atletas de luta olímpica se preparam para estreia na Rio 2016Tomaz Silva/Agência Brasil

As competições de luta olímpica ocorrerão entre os dias 14 e 21 de agosto, na Arena Carioca 2, localizada no Parque Olímpico da Barra da Tijuca.

EBC

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