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Mulher é diagnosticada com Guillain-Barré em Campina Grande
“Ela começou com uma dormência nas mãos e nos pés e dores fortes na cabeça. Na quinta-feira, ela começou com uma piora, a dormência estava aumentando e a perna estava paralisando. Ela agora está em casa, o médico encaminhou para ela ir ao neurologista e para o fisioterapeuta, que tem que fazer para melhorar a coordenação motora”, contou Joseane Freitas, irmã da cozinheira.
O neurologista Bruno de Farias explica quais são os sintomas da síndrome. “Geralmente ela inicia em membros inferiores, pode acometer também membros superiores, a musculatura da face, causa também ‘dispnéia’ [dificuldade para respirar] porque acomete a musculatura respiratória. Após o tratamento e a alta, a gente encaminha o paciente para a fisioterapia, ela precisa fazer fisioterapia motora, pode ser necessário fisioterapia respiratória, as vezes quando o paciente tem ‘disfagia’ [dificuldade para engolir] a gente encaminha para a fonoaudiologia. É um trabalho de reabilitação que pode ser demorado, mas o paciente pode recuperar bem todas as funções”, explicou Bruno de Farias.
Seis casos da síndrome de Guillain-Barré (SGB) foram registrados somente em 2015 na Paraíba. Conforme levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (SES) feito no Sistema de Informação Hospitalar (SIH) e Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), dos seis casos confirmados da síndrome considerada rara, dois resultaram na morte dos pacientes. O seis casos ocorreram apenas no cinco primeiros meses deste ano, enquanto em todo ano de 2014 foram registrados nove casos.
Redação com ClickPB