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MP dá um mês para governo ampliar rede pediátrica de urgência

hospital arlinda marquesO Ministério Público Estadual (MPPB), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde, determinou prazo de 30 dias para que a Secretaria de Saúde de Estado (SES) e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) amplie a rede pediátrica de urgência e emergência. A decisão foi acordada na tarde da segunda-feira (2), em audiência. A reunião é fruto de um inquérito civil instaurado pelo MPPB, em fevereiro deste ano, o qual apura reclamações sobre a dificuldade e demora na realização de cirurgias eletivas no Complexo Pediátrico Arlinda Marques (CPAM), assim como a falta de leitos e de profissionais da área da Saúde no Hospital Municipal do Valentina (HMV).

De acordo com a promotora de Justiça de Defesa dos Direitos da Saúde, Maria das Graças de Azevedo Santos, desde agosto de 2014 a promotoria já vinha notificando os hospitais e se reunindo com os responsáveis para que fosse possível ampliar a rede pediátrica da Paraíba, no que se refere aos serviços de urgência e emergência.

“Temos uma demanda no Estado muito grande, porém poucos leitos e profissionais da área. Existe um atraso nas cirurgias pediátricas, justamente pela falta de leitos e de médicos. Propomos várias questões, mas que o Hospital do Valentina comece a realizar pequenas cirurgias e possa utilizar seus dez leitos de UTIs, atualmente apenas 5 estão ocupados”, comentou. Conforme a promotora, as secretarias terão esse prazo para buscarem respaldo junto ao Ministério da Saúde, no âmbito de urgência e emergência.

Para o presidente do Sindicato dos Médicos da Paraíba (Simed), Tarcísio Campos, o Hospital Arlinda Marques é referência no Estado, porém sofre com a superlotação tanto na clínica como nas urgências. “Existe uma fila de cirurgias eletivas, mais de 200.

Muitas delas acabam virando urgências”, garantiu. Quanto ao Hospital do Valentina, o médico explica que a unidade enfrenta dificuldades para formar seu corpo clínico de cirurgiões. “Só no início do ano foi possível fechar a escala de plantonistas da clínica cirúrgica”, disse.

O que diz a Secretaria de Saúde

A assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde informou que o hospital do Valentina não possui perfil para cirurgias de urgência, conforme estabelecido pelo Ministério da Saúde, e por enquanto realiza apenas cirurgias eletivas. Em janeiro, foram realizadas 23 cirurgias na unidade. Sobre os atrasos nas cirurgias eletivas, a assessoria explicou que o bloco cirúrgico do HMV está passando por uma reforma.

Já o Arlinda Marques, realizou por mês,em 2014, uma média de 84 cirurgias pediátricas e ampliou de 68 para 83 o número de leitos de internação pediátrica e de 10 para 13 o número de leitos de Unidades de Terapia Intensiva. De acordo com a assessoria da SES, o hospital, no que diz respeito a cirurgia de alta complexidade, manteve-se realizando todos os procedimentos.

Jornal da Paraíba

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