A dona de casa, Geralda Pereira, 73 anos, ainda vive o luto de sua perda. Seu marido, Severino Ambrósio, 74 anos, faleceu há 20 dias, após ser picado pelo mosquito Aedes Aegypti e ser contaminado com a zica.
Diversos moradores de Campina Grande procuraram os meios de comunicação para fazer um denuncia a de quem diversos canais de esgota da cidade estariam com acumulo de lixo e atraindo malefícios a saúde pública da população que circunvizinha essas áreas.
A dona de casa, Geralda Pereira, 73 anos, ainda vive o luto de sua perda. Seu marido, Severino Ambrósio, 74 anos, faleceu há 20 dias, após ser picado pelo mosquito Aedes Aegypti e ser contaminado com a zica. De acordo com ela, o canal que passa em frente a sua casa, na rua 24 de maio, no bairro da Estação Velha, é o maior causador do fato. “É muito mosquito que sai daí e pega a gente. Pegou meu marido, ele saiu daqui andando e voltou dentro de um caixão. Foram 50 anos de casamento que acabou assim”, lamentou.
Geralda salientou ainda que quando chove na cidade, o canal transborda. Ela falou que o mau cheiro é muito forte e causa muitos problemas de saúde. Já na avenida José Américo de Almeida, no José Pinheiro, o auxiliar de marcenaria, Janaílton Pequeno, 39 anos, disse que o canal “só é limpo quando a chuva aparece. Não tem quem aguente esse fedor, dá dor de cabeça e tira o gosto até nas refeições. Imagina comer sentindo esse cheiro”.
A sua mãe, a dona de casa, Marilene Pequeno, 62 anos, revelou ainda que faz seis meses que o local não passa por uma limpeza e que sempre aparecem ratos, gabiruse baratas entrando em sua casa, que saem do canal. O secretário de Serviços Urbanos e Meio Ambiente de Campina Grande, Geraldo Nobre, garantiu que todos os canais da cidade são limpos.
“Já teve dia do lixo bater nos nossos funcionários, que estão sempre por lá”, declarou o secretário. Ele afirmou que são dois funcionários trabalhando no local todos os dias, mas a nossa reportagem não encontrou com eles ontem pela manhã.
PB Agora
