Política

Militância do PT da PB faz ‘vigília’ e promete fazer defesa de Lula

Pelas redes sociais, o presidente estadual do PT, Charliton Machado, declarou que a militância do partido está “atenta na luta pela democracia e na defesa de Lula”

charliton

Militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) resolveram ficar em ‘vigília’ após a notícia de que o Ministério Público de São Paulo resolveu pedir a prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Pelas redes sociais, o presidente estadual do PT, Charliton Machado, declarou que a militância do partido está “atenta na luta pela democracia e na defesa de Lula”.

Os promotores acusam Lula de atentar contra a ordem pública ao desrespeitar as instituições que compõem o sistema de Justiça, especialmente a partir do momento em que as investigações do Ministério Público do Estado de São Paulo e da Operação Lava Jato se voltaram contra ele.

O Ministério Público alega ainda que, se não for preso, Lula poderia fugir facilmente, além de inflamar a militância para blindá-lo de qualquer investigação. “Os motivos são suficientes para permitir a conclusão de que movimentará ele toda a sua ‘rede’ violenta de apoio para evitar que o processo crime que se inicia com a presente denúncia não tenha seu curso natural, com probabilidade evidente de ameaças a vítimas e testemunhas e prejuízo na produção das demais provas do caso”, diz o MP.

Dilma – Os promotores atacam também a postura da presidente Dilma Rousseff, que nos últimos discursos criticou a Operação Lava Jato e as investigações contra o padrinho político. “A sociedade civil, a imprensa livre e as instituições públicas assistiram, surpresas, a uma presidente da República, em pleno exercício de seu mandato, interromper seus caros compromissos presidenciais para vir a público defender pessoa que não ocupa qualquer cargo público, mas que guarda em comum com a chefe máxima do Governo Federal a mesma filiação partidária”, criticam os promotores, que classificaram como “lamentável” a viagem às pressas feita por Dilma para se solidarizar com o ex-presidente. “A presidente da República veio novamente a público externar sua opinião em defesa do denunciado sobre fatos de que deveria se abster, porquanto relativos a decisão judicial relacionada a investigação que não guarda qualquer relação com os atos do governo federal”, resume o MP.

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