Trinta e dois anos após a morte da líder sindical paraibana Margarida Maria Alves, cerca de 500 margaridas paraibanas, de várias regiões do Estado e movimentos sociais, chegaram à Brasília, nesta terça-feira (11), para a 5ª edição da Marcha das Margaridas. A expectativa é reunir cerca de 50 mil pessoas de todo o país, para cobrar do Governo Federal respostas para os principais problemas enfrentados pelas mulheres do campo. O evento que acontece nesta terça e quarta-feiras (11 e 12), e tem como tema “Desenvolvimento Sustentável com Democracia, Justiça, Autonomia, Igualdade e Liberdade”.
Uma das maiores mobilizações do Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR), a Marcha das Margaridas é uma homenagem a líder sindical Margarida Maria Alves, assassinada no dia 12 de agosto de 1983, no município de Alagoa Grande, por incentivar os trabalhadores e trabalhadoras rurais a buscarem na Justiça a garantia dos seus direitos.
A secretária de Mulheres da Fetag, Maria de Lourdes Costa explica que a Marcha é uma ação estratégica das mulheres do campo e da floresta para conquistar visibilidade, reconhecimento social e político, e cidadania plena.
“Historicamente, nada vem fácil para as mulheres, especialmente para as Trabalhadoras Rurais, que enfrentaram muitas dificuldades, machismos e abusos até serem reconhecidas como verdadeiras protagonistas do campo e merecedoras de igualdade. Infelizmente, elas ainda sofrem com muita violência e indiferença”, afirma Maria de Lourdes.
Ela explica que são agricultoras familiares, assalariadas rurais, comerciantes, artesãs, extrativistas, empregadas domésticas, dentre outras profissões contempladas, que assumem responsabilidades e representam uma força integrante e vital nos processos de desenvolvimento do campo, chave para o progresso socioeconômico.
“Reforçamos a necessidade de nossa unidade, para colocarmos na agenda das nossas autoridades a pauta das mulheres trabalhadoras rurais. Temos a plena consciência que as conquistas alcançadas no plano macro, precisam se materializar no dia a dia das pessoas, sendo o Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais um instrumento imprescindível para esse feito, já que está mais próximo da população Rural”, destacou a secretária.
Trajetória histórica – Outras quatro marchas foram realizadas nos anos de 2000, 2003, 2007 e 2011. A plataforma política e pauta de reivindicações focalizou questões estruturais e conjunturais e aquelas específicas das trabalhadoras do campo e da floresta, todas buscando a superação da pobreza e da violência e o desenvolvimento sustentável com igualdade para as mulheres.
Redação com Fetag-PB