O parlamentar defendeu a implantação do parlamentarismo no Brasil ao minimizar a influência das legendas nas escolhas para os Ministérios
O deputado federal e presidente municipal do PMDB, Manoel Júnior, explicou nesta sexta-feira (13) a ausência de paraibanos no governo do presidente interino Michel Temer (PMDB). De acordo com ele, as escolhas foram feitas com base em articulações partidárias e não regionais. Ele também apostou que a mudança no cenário político nacional poderá refletir nas eleições municipais da Paraíba este ano.
“Nós não tivemos participação no ministério de Temer porque as articulações foram com os partidos, não foram articulações regionais ou locais, foram do ponto de vista partidário. Ele fez isso com muita habilidade e competência, pois não é fácil trocar a roda da bicicleta com ela correndo”, disse.
O parlamentar defendeu a implantação do parlamentarismo no Brasil ao minimizar a influência das legendas nas escolhas para os Ministérios.
“Eu não acho que isso é um problema para a democracia ou para o governo. Em canto nenhum do mundo se governa sem apoio do parlamento. Infelizmente, no Brasil temos um pluripartidarismo anárquico, temos muitos partidos e temos que conviver com isso. Acho que a melhor mudança é implantarmos o parlamentarismo, esse é o melhor caminho para o Brasil”, opinou.
Ele revelou que manteve conversas com lideranças do PSDB e do PTB nos últimos dias para debater a sucessão eleitoral de João Pessoa e apostou que a mudança no cenário nacional irá refletir nas eleições municipais.
“Todo o quadro nacional interfere nas eleições municipais, o processo de impeachment parou no país. Nós estamos dialogando com os partidos, essa semana conversamos com o PSDB, com o PTB, de Wilson Filho, na tentativa de afunilarmos a nossa composição. Eu respeito a pré-candidatura de Wilson Filho, mas em caso de desistência, podemos incorporar os projetos dele ao nosso plano de governo. O PSC já está definido e outros partidos poderão vir. Esse novo cenário nacional poderá refletir aqui também para montarmos uma aliança competitiva para ganharmos as eleições”, falou.
Manoel Júnior também descartou a possibilidade de pleitear a função de líder do PMDB na Câmara Federal ao garantir que seu foco é a disputa pela Prefeitura de João Pessoa.
“Eu não quis nada, fiz essa opção lá atrás. Não tenho pretensão nenhuma de ser líder, meu nome já foi cogitado, mas meu foco é governar a cidade de João Pessoa. Agora, ninguém me sustenta”.
Ele lamentou os atos que ocorreram nas sedes do PMDB da Paraíba e de outros estados do país, após o partido assumir o comando da nação.
“Eu sou democrata, diferente de alguns políticos que costumam acionar jornalistas, quando recebo uma crítica, procuro rebate quando possível, mas de forma democrática. As manifestações não precisam partir para a anarquia, depredação, coação física e moral. Essas pessoas são contraventoras, o que aconteceu na Paraíba e em outros estados do país foi muito grave, jogaram tintas, cola, agrediram funcionários pelo simples fato do PMDB participar de um processo legal”, observou.
O peemedebista ainda rebateu o governador Ricardo Coutinho (PSB) que prometeu reação, caso o governo do estado sofra retaliações do novo governo que se instalou no país.
“Não é o perfil de Michel Temer retaliar, principalmente, a Paraíba que tem três deputados e dois senadores do PMDB. Nós tivemos nove votos a favor do impeachment na Câmara, e no Senado, três. O governador estava olhando para o espelho na hora que disse isso. Retaliar é uma coisa que muito se parece com ele”, finalizou.
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