Política
Manobra para mudança do Regimento Interno gera mal estar entre situação e oposição na Câmara de CG
Ivonete negou que a mudança no regimento seja influenciada pelo fato da bancada de situação não ter o número de vereadores suficientes para votar alguns projetos
Líder da bancada de oposição , o vereador Anderson Maia, questionou a proposta de mudança no regimento interno da Câmara Municipal de Campina Grande (CMCG). Ele classificou como duvidosa a proposta dos vereadores de situação, sobre o quórum qualificado de 16 para 14 votos na aprovação de projetos de doação e permuta de terrenos.
Para ele, a proposta consiste na verdade em uma manobra da bancada que dá sustentação política na Casa ao prefeito Romero Rodrigues (PSDB). Acontece que com o atual quórum de 16 votos a bancada de situação da Casa não consegue aprovar projetos desse tipo, pois conta apenas com 15 vereadores situacionistas.
– A bancada de oposição tem toda uma preocupação e Campina deve ficar atenta a essa mudança de regimento, que nos preocupa e muito. Na nossa visão a mudança é duvidosa e termina ferindo o nosso poder de defender os patrimônios da nossa cidade – comentou ele.
Líder do governo na Casa e uma das defensoras da reforma, a vereadora Ivonete Ludgério, afirmou que a proposta de mudança do regimento na Câmara de Campina Grande, sobre o quórum qualificado de 16 para 14 votos na aprovação de projetos de doação e permuta de terrenos, é normal.
Ela, afirmou que esse tipo de mudança no regimento já aconteceu no Congresso Nacional, bem como na Assembleia Legislativa da Paraíba.
– Isso já aconteceu no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa. O que queremos é que se somos 23 vereadores o quórum fique em 14 votos. Eu assinei o requerimento e todos da nossa bancada já assinaram. Acredito que esse projeto seja aprovado na semana que vem – comentou.
Ivonete negou que a mudança no regimento seja influenciada pelo fato da bancada de situação não ter o número de vereadores suficientes para votar alguns projetos.
– Não. Só há duas matérias que se precisa desse número de votos, que é justamente a de permuta e doação de terreno. Acredito que não vivemos aqui em função disso. Votamos todo dia matérias que não é do governo. Acredito que não podemos legislar pelo momento e sim para a vida inteira. Na hora que você vê que uma lei não está fazendo mais efeito o legislativo tem obrigação de fazer as mudanças – pontuou.
PBAgora