Brasil

Maia diz que não dá para pensar em impeachment a cada conflito do presidente

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse, em entrevista exclusiva ao Brasil Urgente nesta terça-feira, 28, que os questionamentos envolvendo o ex-ministro da Justiça Sergio Moro e o presidente Jair Bolsonaro não devem ser o foco do momento.

“Temos que ter prioridades. Houve um conflito entre o presidente com algum ministro aí vai para impeachment? Não é assim. Tem que ter equilíbrio, paciência, nosso papel é tentar reduzir a projeção de desemprego, que vai para 16%, ou seja mais 4 a 5 milhões desempregados, e no combate ao coronavírus”.

Ao deixar o cargo, Moro acusou o presidente Jair Bolsonaro de tentar fazer interferências políticas na Polícia Federal. Em pronunciamento, o presidente se defendeu e negou as acusações.

Sobre as recentes exonerações de ministro, como o já citado Sergio Moro e também Luiz Henrique Mandetta, que comandava a pasta da Saúde, Maia disse que são decisões do presidente e devem ser respeitadas.

“O presidente nomeia, o presidente exonera”, resumiu.

“O Mandetta também era muito popular e saiu, respeitou a decisão do presidente mesmo após conflitos. O Moro também saiu e reagiu, fazendo críticas, levando questionamentos, mas essa é uma questão que já tem um posicionamento do Aras [AGU] e do Supremo, não podemos tirar o foco. Desde a demissão do Mandetta, estamos só discutindo política”.

O presidente da Câmara chamou atenção para o número de mortos por covid-19 no Brasil, que chegou a 5.017 nesta terça-feira, e pediu que a prioridade seja o combate à doença. “Temos que voltar para esse foco. As crises políticas continuam, isso abala a confiança dos investidores, tem um impacto na retomada dos investimentos, mas há quatro crises: a política, a econômica, a de renda e da saúde, que é a mais importante no momento. Não podemos deixar que a política contamine nossa responsabilidade e urgência de aprovar o que é fundamental no combate à pandemia”, acrescentou.

Maia ressaltou que isso não é empurrar problemas para baixo do tapete. “Cada coisa no seu tempo”, pontuou. “Nós temos uma CPI da fake news que vai avançar, um inquérito no STF que vai avançar e nós aqui estamos avançando com as pautas focadas no enfrentamento do coronavírus e proteção social”.

“Não é não reconhecer o problema, as crises, mas estamos vendo o número de mortes crescendo e precisamos estar focados nesse objetivo; não que os outros problemas não tenham a nossa preocupação, mas em um País com mais de 5 mil mortos, esse tem que ser o foco do nosso trabalho”, concluiu.

com band noticias

Mais popular