A mãe de um bebê de 1 ano e três meses, e o companheiro dela, foram condenados pela tortura e morte da criança.
O caso aconteceu em março de 2022, no bairro Jardim Veneza, em João Pessoa. Na ocasião, a mãe levou o filho para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa com escoriações pelo corpo. Segundo a mulher, o menino teria sofrido uma queda, mas os profissionais de saúde que realizaram o atendimento perceberam vários hematomas pelo corpo do bebê e acionaram os policiais militares de plantão no hospital.
Conforme o diretor do Trauma explicou ao Notícia Paraíba, a criança já chegou com sinais de grave agressão e morte encefálica. Ele disse ainda que o menino tinha múltiplas lesões em várias parte corpo como no rosto, crânio e tórax. Ele não resistiu e morreu.
No dia seguinte, a mãe e padrasto foram presos por suspeita de crime de tortura resultando na morte do bebê.
Em decisão divulgada nesta segunda-feira (29), a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba condenou a mãe e o padrasto pela tortura e morte de uma criança.
O padrasto da criança, Thayson Ruan Cabral Soares foi condenado a 16 anos de reclusão e a mãe Caroline da Silva Medeiros a 14 anos e oito meses pelo crime de tortura qualificada, que causou a morte da criança.
Na denúncia consta que o padrasto submeteu o enteado, por “emprego de violência” , a “desnecessário sofrimento físico e mental”, e Caroline, mãe e responsável pelo menor, estava presente no local da tortura e não impediu o ato ou acionou o socorro.
De acordo com o juiz, a vítima sofreu vários episódios de violência já que as marcas eram de dias diferentes. “Constatando-se que a criança era constantemente agredida pelos acusados o que levou o perito a concluir que se tratava de pessoa submetida a Síndrome da Criança Maltratada ou Síndrome de Bebê Espancado”, destacou Geraldo Emílio Porto.
Os dois irão cumprir as penas, inicialmente, em regime fechado.
Notícia Paraíba