Em atitude diferente do discurso, Lula impõe sigilo para informações da festa da posse presidencial, no último 1º de janeiro, com mais de 3500 convidados. Durante a campanha, o petista não desperdiçou oportunidades para criticar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pelo uso do segredo.
Quem decidiu esconder as informações públicas sobre a festa foi o Ministério das Relações Exteriores, que negou pedido de Lei de Acesso à Informação (LAI) feito pela revista Veja. A justificativa para se negar os dados é que as informações, supostamente, poderiam “colocar em risco a segurança do presidente e vice e respectivos cônjuges e filhos”.
No evento deste ano verificou-se a visita de delegações e comitivas estrangeiras, além de de representantes do Corpo Diplomático em Brasília. A lista de convidados para o evento tem caráter reservado, afirmou o Itamaraty em resposta ao pedido da revista.
A justificativa de segurança pessoal do presidente e familiares foi comumente usada pela gestão Bolsonaro. Além disso, o ex-presidente colocou em segredo informações públicas por até 100 anos, usando uma interpretação do artigo 31 da LAI, sancionada pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
A LAI determina que “informações pessoais” terão acesso restrito pelo prazo máximo de até 100 anos. Esse trecho já era utilizado antes, inclusive com maior frequência, pelo próprio governo do PT.