Política

Lira pede paz entre poderes e exalta compromisso com as urnas em 2022

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), pediu nesta quarta-feira (8) a pacificação entre os poderes e um basta no que chamou de “escalada em um infinito looping negativo” que passa a impactar o cotidiano do Brasil de verdade.

Referindo-se à crise aberta pelo presidente Jair Bolsonaro com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Lira prometeu ser uma ponte de busca pela paz entre os Poderes Executivo e Judiciário.

Em seu primeiro pronunciamento após as manifestações de ontem do Dia da Independência do Brasil, Lira sinalizou que resiste à pressão pela abertura de processo de impeachment contra Bolsonaro, ao ressaltar que o país tem um compromisso inadiável com as urnas eletrônicas em 3 de outubro de 2022.

“O único compromisso inadiável e inquestionável está marcado para 3 de outubro de 2022, com as urnas eletrônicas. São as cabines eleitorais, com sigilo e segurança, em que o povo expressa sua soberania. Que até lá tenhamos todos serenidade e respeito às leis”, afirmou Lira, em seu pronunciamento.

Lira evitou citar diretamente as falas do Jair Bolsonaro nas manifestações de ontem, em Brasília e em São Paulo, nas quais foram encampadas pautas antidemocráticas, com ataques às instituições, e foco contra o Supremo Tribunal Federal (STF), mais especificamente o ministro Alexandre de Moraes, que determinou prisões e operações contra aliados do presidente. Bolsonaro chegou a exigir o “enquadramento do ministro” pelo STF.

“Conversarei com todos, e com todos os poderes. É hora de um basta a essa escalada em um infinito looping negativo. Bravatas em redes sociais, vídeos e um eterno palanque deixaram de ser um elemento virtual e passaram a impactar o dia a dia do Brasil de verdade”, disse o presidente da Câmara.

Ao defender a urna eletrônica, Lira lembrou de que o “voto impresso auditável”, ainda defendido por Bolsonaro e seus apoiadores nos atos de ontem, já foi votado e derrotado na Câmara, sendo tema superado na República. Com isso, lembrou do compromisso descumprido por Bolsonaro com o próprio Lira, de não mais tratar do voto impresso, após a palavra final do Plenário da Câmara.

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